quarta-feira, 20 de julho de 2016

Itabaiana e a eleição municipal há 40 anos

A Memória Viva recebeu a doação de três fitas cassete com a gravação de um comício da campanha eleitoral de Itabaiana em 1976, há, portanto, 40anos.  Registrados, nas então revolucionárias  K-7,  criadas pela Philips em 1965, os discursos de alguns políticos do MDB. Falam o candidato a prefeito Cândido Inocêncio de Gouveia Neto (Candinho), os postulantes a vereadores Joao José de Lima (Doca da Sucam),  José Pedro da Silva e Edmilson Batista do Nascimento  e, encerrando o evento,  o deputado estadual Valdir Bezerra.

Com a ditadura militar o pluripartidarismo foi extinto e deu lugar a apenas dois partidos políticos:  a  Aliança Renovadora Militar – ARENA, conservador e de sustentação do governo, e o Movimento Democrático Brasileiro – MDB, opositor do regime.

Em Itabaiana –Paraíba, naquele ano de 1976,  depois de uma acirrada campanha, sagraram-se vencedores o Dr. Aglair da Silva para prefeito e o Sr. Fernando Cabral de Melo para vice-prefeito, candidatos pela ARENA 1.

E assim foi o resultado das candidaturas a prefeitos e vice-prefeitos:

ARENA 1 – Aglair da Silva e Fernando Cabral de Melo – 2.768 votos:
MDB 2 – Cândido Inocêncio de Gouveia Neto e Arnaud Silva Costa – 2.030 votos;
MDB 1 – João Pedro da Silva ( Joca Pedro) e Sebastião Tavares de Oliveira (Babá) – 1.591 votos;
ARENA 2 – Emir Nunes da Silva e Antonio Carlos Rodrigues de Melo – 1.112 votos.


Na mesma campanha de 1976, comício do candidato a prefeito Aglair da Silva. Presenças de José Bandeira, José Maroja, José Carlos de Almeida, Socorro Costa e Edilson Andrade,  estes três últimos,  candidatos à vereança. Foto cedida por Edilson Andrade.




sábado, 16 de julho de 2016

Nossa Senhora do Carmo, padroeira de Guarita



Hoje, 16 de julho, é a data dedicada a Nossa Senhora do Carmo, padroeira do distrito de Guarita, em Itabaiana - Paraíba.

Com uma linda igreja dedicada à Virgem, construída pela família do Dr. Odon de Sá Cavalcanti, Guarita foi palco de belas celebrações religiosas organizadas por Dona Dolores Sá, que manteve às suas expensas, a manutenção e conservação do templo.

Aniversário de casamento dos meus pais José e Elisabeth Bandeira, estive muitas vezes, durante minha infância e adolescência, naquela igreja,  assistindo às missas do dia 16 de julho.

Com parte dos mortos da família Sá enterrados na igreja, Dona Dolores não teve autorização do bispo da Paraíba para, também, fazer daquele santuário, sua última morada. 

Margaret Ligia Santiago Bandeira


Foto do altar-mor no dia 16.07.1999 e o oferecimento de Dona Dolores.









segunda-feira, 4 de julho de 2016

A primeira vez que fui na rua

Eu me lembro muito bem
Isto já faz muitos anos
Quando mamãe disse a mim,
Menino vamos dormir
Para de noite não dá sono
Eu estou com sono não
Se não for dormir agora

A noite não vai embora
Pra festa da Conceição.
Então ai fui dormir
Com uma grande ansiedade
Pela primeira vez
Ia ao centro da cidade
Deu seis horas me arrumei
E a hora era chegada
Botei o pé na estrada
Veja o que aconteceu...
Mas antes quero pedir
Um pouco de atenção
Onde foi comprada a roupa
Daquela ocasião:
Minha calça foi comprada
Na loja de João Mazu
Na loja de Antônio Tiano
Me compraram um Conga Azul
Lá em Seu Félix Canela

Compraram meu suspensório
Na Campinense e Casa Almeida
O resto dos acessórios
Não esquecendo a camisa
Era uma toda de lista
Foi lá nas Lojas Paulista.


Orlando Otávio, poeta de Itabaiana-Paraíba.

sábado, 4 de junho de 2016

Fotografia e Memória XX


Na década de 70 do século XX, o Governo do Estado cedeu este prédio de sua propriedade ao Cartório Eleitoral de Itabaiana-Paraíba, onde antes funcionou a Coletoria Estadual. A fotografia registra um momento da inauguração do cartório. Oficial de justiça Luiz, oficial do registro civil de Guarita Arnóbio José Guerra, Arnaud Costa, tabelião José Maria Almeida, Rosilda Melo de Almeida, promotora pública Maria de Jesus Bezerra, Dona Tali, juiz Wilson de Barros Moreira, advogada de ofício Norma, José Bandeira Júnior, oficial do registro civil e escrivã eleitoral Elisabeth Santiago Bandeira, Regina Coeli Silva, tabelião Aderlindo Luiz da Silva e as funcionárias Zilda Pessoa e Maria José Vieira. Acervo Memória Viva.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Um momento do Apostolado da Oração em Itabaiana

Com origem no século XIX na Companhia de Jesus francesa, o Apostolado da Oração no Brasil foi fundado em Recife (PE) no ano de 1867, porém  só difundido quatro anos depois, a partir da criação de um núcleo na cidade de Itu(SP).

Movimento conservador formado por leigos católicos, o apostolado tem por objetivo propagar o movimento, difundir a prática da eucaristia, da oração e do terço, fazer sacrifícios, todos esses atos consagrados à principal devoção, o Sagrado Coração de Jesus.


Os seus membros, que usam fitas vermelhas, com o passar de algum tempo de experiência na doutrina, são admitidos como zelador ou zeladora, que se responsabilizam por um grupo de associados, orientando-os nas práticas espirituais pregadas pelo apostolado.

Fita de associada de Margaret Bandeira

Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição de Itabaiana-Paraíba, na década de 50 do século XX, esse grupo de fiéis estava em plena atividade. Ilustramos com foto, relíquias das fitas  e grupo de senhoras daquela época áurea do Apostolado da Oração. Quase a totalidade das zeladoras foram  identificados por  Elisabeth Bandeira (zeladora), Nair Ramos (zeladora), Margaret Bandeira (associada) e Tonha Marinho (franciscana da Ordem Terceira de São Francisco). 

Fita de zeladora de Elisabeth Bandeira



     Maria Sabina (Nevinha), Dolores Bione (com a bandeira), Dalva Costa, Quinu (parteira), Maria Germano, Nair Ramos, Hilda Duré, Carmelita Pimentel, Odete Mendes,  Bel Fonseca, Maria Honório, Tutu Feliciano de Luna, Dulce, Salomé Jordão, Maria Ricardo, João de França Marinho, Zefinha Mazu, Chiquinha (catequista), Clecinha Barbosa, Fina, Maria Abreu, Olindina Xavier, Joao Ataíde, João Feliciano de Luna, Bibi Carvalho, Mocinha Dantas, Maria Tavares, Padre João Gomes da Costa (vigário), Mororó e Manuel Barbosa.


domingo, 10 de abril de 2016

Há 117 anos

Em 10.04.1899, em Catolé do Rocha(PB), nascia o médico Antonio Batista Santiago que dedicou toda sua vida profissional a Itabaiana(PB). Transcrevemos artigo do site www.portalmédico.org.br sobre sua vida.




                                   "    MEMÓRIA - DR. ANTÔNIO BATISTA SANTIAGO

         Antônio Batista Santiago nasceu na Fazenda Arapuá, na virada do século, no dia 10 e abril de 1899. Filho de Eloy Felipe Santiago e de Ana Batista Santiago. Estudou nas Escolas Primárias do Brejo do Cruz e de Catolé do Rocha, mas o seu desejo, era mudar-se para um grande centro, onde pudesse trabalhar e estudar, para que tivesse uma vida melhor, diferente daquela, que lhe era reservada no Sertão Paraibano. E em 1918, Santiago limpando mato, na roça com enxada deparou com uma cobra venenosa, que quase pica-lhe a perna. Então, Santiago, toma uma decisão corajosa. Joga a enxada fora e resolve deixar o Sertão Paraibano e procurar a cidade do Rio de Janeiro e lá chegando, teve alguns problemas ligados ao trabalho, mas Santiago supera tudo e três meses depois, ele estava empregado e matriculado no famoso Colégio Dom Pedro II da Capital Federal, onde fez os preparatórios, e em 1925, estava matriculado no primeiro ano da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha onde fez um Curso Médico regular, sem perder nenhum ano de estudo, quando colou grau, defendendo a tese " Tuberculose e Gravidez", em 1930, tendo sido aprovado, com distinção. Durante o curso médico, freqüentou o Serviço de Obstetrícia do Professor Fernando Magalhães e o Serviço de Clínica Médica do professor Antônio Austregésilo e o Serviço de Pronto Socorro do Professor Brandão Filho. Foram seus colegas de turma o Dr. Raimundo de Brito, que foi Ministro da Saúde do Governo Costa e Silva e o Dr. Bezerra Coutinho Professor da Universidade Federal de Pernambuco.
       Formado em medicina, Santiago, começa a receber e examinar algumas propostas de trabalho do Rio de Janeiro, bolsa de estudos na Alem+anha, para quando concluir ir ser professor. Além de outra do interior de Goiás. E, nessa fase das indecisões, surge uma proposta da Paraíba através do Governador Antenor Navarro, para dirigir uma Maternidade na Paraíba, construída pelo Prefeito Guedes Pereira. Aceito o convite, vem o Dr. Santiago para João Pessoa, pensando, em poder, atender, também, aos pacientes vindos do sertão, principalmente de Catolé do Rocha e de Brejo do Cruz. Começa a trabalhar o Dr. Antônio Santiago, em João pessoa e certo dia, surge uma paciente com um parto complicado, necessitando de cesariana, coisa temível naquela época. Mesmo assim, Santiago resolve fazer a cesariana. E auxiliado pelo Dr. Lauro Wanderley e usando a técnica de Kroening, tendo sido bem sucedido, tanto o ato cirúrgico, como pós-operatório, tudo sem complicações. E por isso foi considerada - a primeira operação cesariana realizada na Paraíba. Com êxito. Mas o destino reservava uma surpresa para o Dr. Santiago. Ele adoece e por sugestão de alguns amigos - Abílio Dantas e seu irmão José Frutuoso Dantas, que lhe recomendam que ele fosse para Itabaiana, que lá bastava o clima para curar a sua doença. E assim fez o Dr. Antônio Santiago. Foi para Itabaiana, logo se sentiu bem. Em pouco tempo realmente ficou curado da sua doença, mas não sabia que não sairia mais de Itabaiana. Pois, isso aconteceu. Santiago curado do mal que o trouxe a Itabaiana, ia atendendo aos pacientes que o procuravam e assim foi se prendendo à Princesa do Vale do Paraíba. Terminou abrindo consultório, na cidade e nunca mais deixou Itabaiana, a terra de Sivuca, da dupla caipira Jararaca e Ratinho, e também do famoso poeta Zé da Luz. É ainda a terra dos irmãos - Aderbal e Abelardo Jurema.
      O Dr. Antônio Santiago, no seu trabalho cotidiano, na cidade de Itabaiana chegou à conclusão que faltava um Hospital onde se pudesse atender melhor a clientela da cidade e da região polarizada pela cidade de Itabaiana. E assim Santiago cai em campo e depois de muita luta, constrói o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo - que na sua inauguração, ele assim, se expressou; - Aqui está o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo , marco simbólico do esforço construtivo e do espírito humanitário do povo de Itabaiana.
      O Dr. Antônio Santiago era casado com a Sra. Olga Campos Santiago, cearense natural da cidade de Canindé deixa uma filha. A Dra. Eucaris, médica endocrinologista, em Recife, onde clinica.
      Na política teve grande atuação, pois foi prefeito de Itabaiana duas vezes. Deputado Estadual e candidato a Deputado Federal ficando numa suplência, que veio a assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados e por isso teve ocasião de saudar o Ministro José Américo, quando tomou posse na Academia Brasileira de Letras em 1967. Na medicina, teve grande tanto, em Itabaiana como na região polarizada por aquela cidade, atingindo Pernambuco, através da cidade de Timbaúba. Dr. Santiago gostava da sua profissão, atendia indiscriminadamente fossem ricos ou pobres. Certa vez, nasceram no seu hospital 4 crianças de um parto quadrigêmeos. Tendo salvado a todas. Donde se pode dizer que o Dr. Antônio Santiago, na sua profissão a medicina, ele era HUMANITÁRIO. Itabaiana e região polarizada por aquela cidade, o Dr. Santiago gostava de freqüentar o Itabaiana Clube. Vestia-se sobriamente com preferência pelo o branco. Fumava charuto e gostava de jogar gamão. Era uma pessoa amiga; não gostava de dizer não a ninguém. Era um homem sério, respeitado, austero sem ser violento. O Dr. Antônio Santiago, dedicou a sua vida e o seu trabalho à Itabaiana. E sendo o seu Prefeito adoeceu e não levando muito a sério a doença, quando foi realmente se tratar, já era tarde e, em Recife, no Hospital Português, foi diagnosticado um peritonite, que teve como causa, uma apendicite estrangulada em 22 de novembro de 1976, faleceu o Dr. Santiago, data que oficialmente é feriado em Itabaiana. Esta é a história de um homem que saiu de Brejo do Cruz, na Paraíba, trabalhou e estudou. Tornou-se médico numa luta por um ideal, dedicou a sua vida a uma cidade - Itabaiana, serviu à Paraíba e deixou um exemplo de luta para o BRASIL.
      Durante a memorável Assembléia Geral Ordinária de Fundação da Academia Paraibana de Medicina, realizada em 19/12/1980, o Dr. Antônio Batista Santiago foi escolhido Patrono da Cadeira nº 02."


Acad. Ulisses Pinto Brandão - Membro Titular da Academia Paraibana de Medicina. (APMED) e 2º ocupante da Cadeira n.º 02. CRM-PB Nº 199.