quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Centenário de José Bandeira Júnior

Hoje, 12 de novembro de 2015, José Bandeira Júnior completaria 100 anos de idade. Para esse pai sereno, afetuoso e amigo, deixo aqui a minha homenagem saudosa.



Homenagem dos funcionários da Prefeitura Municipal de Itabaiana pelos 61 anos de José Bandeira, então prefeito da cidade em 1976.


José Bandeira Júnior. Uma vida simples dedicada a Itabaiana.



Órfão desde os 3 anos de idade, quando sua mãe Elisa Élia Dantas Bandeira de Albuquerque faleceu de parto, teve uma infância difícil, ainda mais quando o seu pai José Bandeira de Albuquerque, comerciante na Rua 13 de maio, teve toda a sua casa comercial levada pela cheia do Rio Paraíba na madrugada de 27.03.1924. Ele tinha 9 anos de idade.

Oficial do Registro Civil durante 35 anos, fez do cartório um lugar de fazer amigos, tenham sido eles políticos, juízes, promotores, militares e o homem mais simples. E, lá, foi incansável em fazer o bem, em prestar serviços aos mais carentes sem lhes cobrar um centavo sequer.  

Com as qualidades de homem de bons sentimentos, honestidade, simplicidade e desprendimento,  destacou-se pelo seu trabalho em organizações sem fins lucrativos, desde as recreativas, às beneficentes.

Incentivou, durante dezenas de anos o futebol itabaianense através do seu time favorito, o União Sport Club, e cuidou, com muito carinho, do Estádio Severino Paulino, doado ao União pelo amigo Severino Paulino. Com ele juntavam-se os desportistas João Cavalcanti, João Dias, José Batista, Arnaud Costa e os atletas Índio e Dolfo. Ligada ao time mais querido  estava a Escola Imperadores do Samba, da qual participou ajudando a abrilhantar durante muito tempo os velhos e bons carnavais de rua.

Deixou sua contribuição como presidente e tesoureiro, em diversas anos, da Festa da Padroeira, que angariava fundos destinados à Igreja Matriz, nos áureos tempos das festas de rua.

Na década de 40, integrou, com Yvon Benício Rabelo, Almir da Silva Fonseca, Juiz Onesipo Aurélio de Novais, Letícia Fonseca e outros  cidadãos, a comissão organizadora e fiscalizadora dos trabalhos de construção do Colégio Nossa Senhora da Conceição, que veio a ser inaugurado em 1952, obra que era o sonho das famílias itabaianenses.

Pela mesma época, participou, em várias gestões, da Diretoria da Casa dos Velhos, ao lado do Deputado João Carneiro de Freitas, o maior incentivador daquela Casa, João Dias, Everaldo de Morais Pimentel, Luiz Tavares da Costa, Daciano Alves de Lima, José Dias Pacheco, Pedro Sérvulo da Fonseca, José Nunes Machado, instituição que serviu durante décadas,  de abrigo aos idosos carentes da cidade e região, em imóvel doado pelo benemérito Severino Paulino para aquele fim.

Apesar de não ser político, atendeu ao convite do seu amigo e médico da família, Dr.Antonio Batista Santiago, candidatando-se a vice-prefeito na campanha vencedora para a  Prefeitura Municipal em 1972. Impedido, por doença e morte, de concluir sua administração, Dr. Santiago foi substituído por Zequinha Bandeira, que governou a cidade durante três meses, justo com os funcionários e sério em suas atribuições.

Ainda nesses anos de dedicação à cidade em que nasceu, dirigiu, ao lado de Antonio Batista Santiago, Pedro Sérvulo da Fonseca, Nicodemos Bezerra de Moura, Almir da Silva Fonseca e Israel Elídio de Carvalho, outros nomes honestos de benfeitores da cidade, a Sociedade Mantenedora do Hospital São Vicente de Paulo, sem fins lucrativos, e que administrava, dignamente, o Hospital São Vicente de Paulo.

Assim foi toda a sua vida de homem simples, trabalhador  e digno: uma luta incansável pelo bem estar do  povo de sua terra.


Margaret Ligia Santiago Bandeira



sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Fotografia e Memória XVII


               Reunião de senhoras na residência de Dona Maria José Duré, nos anos 50 do século XX . A anfitriã com  Nair Ramos, Gustinha Almeida, Hilda Morais, Sans-Gêne Gonçalves, Almira Melo, Elisabeth Bandeira e demais convidadas. Foto cedida por Gerusa Lucena Rocha.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Relançado o jornal "Evolução"


Familiares de Chico Veneno prestigiam relançamento de jornal após 50 anos em Itabaiana



Familiares de Chico, entre eles sua filha, Tabira, a 4ª da direita para a esquerda (Foto: Michel Melo)




Consumado o golpe militar de 1964  no Brasil, dominado o Congresso Nacional, através da cassação de mandatos parlamentares, exiladas as principais lideranças do país, reprimido com violência o movimento estudantil, presos políticos abarrotando penitenciárias em todo o país. Eis o cenário imposto pelos militares no poder. Cerceada a oposição legal, através de extinção dos partidos políticos tradicionais e com o bipartidarismo imposto pela força, emergiram lideranças corajosas entre os estudantes, profissionais liberais e até religiosos no combate à ditadura. Uns optaram pela luta armada, outros fizeram da imprensa independente sua trincheira de luta. Um desses foi o agitador cultural e político Francisco Joaquim de Almeida Neto, o Chico Veneno, de Itabaiana, cujo jornal “Evolução” foi um marco na imprensa combativa dessa cidade nos anos de chumbo, entre 1964 e 1968.

O jornal de Chico foi reeditado pelos jornalistas Fábio Mozart e Socorro Almeida, cujo número inicial desta nova etapa da publicação foi lançado nesta quarta-feira, 28, no Maison Finesse em Itabaiana, com presença de ex-companheiros de Chico, como o professor Israel Elídio de Carvalho Filho, e familiares do jornalista homenageado. A irmã, Lourdinha Almeida, fez um breve relato de sua trajetória política e artística. Chico foi também cineasta e escritor. 

O jornal será distribuído gratuitamente na comunidade, e servirá de laboratório para estudantes de comunicação e outros agentes sociais e culturais da cidade. 

Na mesma noite, foi lançado o CD Vitalidade, do compositor Vital Alves, que ofereceu ao público presente uma mostra do seu trabalho.

O jornal “Evolução” tem patrocínio do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos, da Secult/PB.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Adeus, Dedé Locutor!


                                      


Quando ele nasceu eu tinha 7 anos. O meu pai ficou assaz alegre! Confeccionou os convites dourados, que foram entregues nas casas dos seus amigos, por mim e pela minha irmã Célia.

Célia e eu também fomos incumbidos de chamar Dulce, na Av. Suburbana, a moça que iria cuidar de mamãe durante o resguardo. Lembro, como se fosse hoje, o recado que Dulce mandou: "Diga ao seu pai que eu vou lavar o focinho (achei engraçada essa expressão) e já chego."

Hiperativo, quebrou o bracinho ainda pequeno. O hospital regional de Itabaiana não trabalhava com fraturas. Papaizinho o levou para o pronto socorro de fraturas de João Pessoa, que ficava, na época, na Visconde de Pelotas.

Durante o tratamento, dormimos algumas noites na casa do compadre do meu pai, Carlos Leal Rodrigues, na Av. Expedicionários. Acordava algumas vezes com ele batendo na minha cabeça com o gesso. Era um menininho buliçoso, como se dizia. rsrs

Fez teatro comigo no GETI, aprendeu a tocar violão e em algumas ocasiões cantamos em serestas, quando pedia para que eu repetisse várias vezes a canção "Fascinação".

Era louco por poesia e acho que, depois de mim, foi o cara que mais recitou os poemas do poeta Severino Dias, em especial "Milaigue e Castigo".

Tinha uma memória fotográfica! Num momento em que o nosso pai recepcionou um seu candidato a deputado estadual, na sede da Sociedade Beneficente dos Trabalhadores de Itabaiana, decorou uma fala espetacular e sapecou um discurso inflamado, deixando-nos boquiabertos, inclusive o candidato, e sem saber mais o que dizer.

Para mim ele será sempre aquele garotinho magricela, que gostava de sentar no capô da Variant amarela do nosso pai.

Hoje, no seu sepultamento, na cidade de Condado - PE, não obstante tanta dor, fiquei encantado com o amor que a cidade lhe devotava: esposa, filhas, sogra, cunhados, cunhadas, amigos... alguns choravam dizendo: "Meu Deus, temos de enterrar o nosso contador de histórias!" Muitos me procuraram para dizer: "O seu irmão, Dedé Locutor, era um poço de alegria."

Quem o conheceu, sabe do que estou falando! Não havia tempo ruim para ele. Antes da internação, lhe fiz uma visita e ele estava visivelmente muito doente, mas paradoxalmente fez-nos rir a tarde toda, enquanto gemia de dor.

Era o seu caráter! E aprouve a Deus levá-lo ao seu seio no Dia das Crianças, como a honrar a criança que ele sempre foi na terra.


Sander Lee

sábado, 10 de outubro de 2015

Proprietário de imóvel tombado pode pagar multa por demolir patrimônio histórico




O proprietário da casa onde funcionou uma boate na Rua Treze de Maio, em Itabaiana, prédio considerado patrimônio histórico da cidade através do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Itabaiana, instituído pela Lei 679/2014, poderá pagar multa de 50% do valor de mercado do imóvel, que será revertido para o fundo do patrimônio histórico, tendo ainda a obrigação de refazer a fachada do prédio demolido. Mesmo notificado pela Secretaria de Cultura do Município, o proprietário resolveu demolir o prédio. “O Secretário Luciano Marinho foi pessoalmente falar com o senhor Brás, dono do casarão, tendo o mesmo ligado para seu advogado e ordenado a paralização da demolição, mas, na calada da noite, terminou o serviço”, disse Renaly Oliveira, do Núcleo de Patrimônio Histórico e Artístico do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar.

O prédio da pensão de “Nevinha Rica” é um bem tombado pelo Município, situado na antiga zona boêmia de Itabaiana com suas casas centenárias que já abrigaram a vida social e cultural da cidade por muitos anos, do começo do século vinte até os anos 60/70, paralelamente com a famosa feira de gado que floresceu no Município e que desenvolveu economicamente a região.

MAPEAMENTO
Uma comissão está mapeando os sítios históricos da cidade, com orientação do arquiteto Hélio Costa Lima, da UFPB, para que os executores das políticas urbanas no Município possam lidar com o patrimônio histórico e artístico itabaianense, tendo em vista projeto de preservação e recuperação principalmente dos prédios que tenham valor histórico. “Nossa missão é mapear e localizar as edificações que são consideradas unidades dentro dos sítios históricos urbanos, a exemplo da Praça Manoel Joaquim de Carvalho e seu coreto já tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba, mas que, infelizmente, tiveram suas características arquitetônicas modificadas com a desfiguração de várias casas e a construção da rodoviária, sendo que a legislação não permite qualquer mudança em torno de cem metros do bem tombado”, explica Renaly.

Para Fred Borges, do grupo do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar, é necessário que a população tome consciência da importância de se preservar as feições urbanas, e que os proprietários possam discutir com as autoridades do setor a melhor forma de destinação e restauração dos imóveis dessas áreas, sem necessidade de conflitos. “Atualmente, bens históricos estão sendo vistos como um setor econômico dos mais dinâmicos, com perspectivas promissoras principalmente para o turismo, porque é cada vez crescente o desejo das pessoas em conhecer lugares e culturas antigas. Nossa diversidade cultural, representada também pelos bens históricos, é um fator econômico que poderá atender às expectativas do mercado, por isso é muito mais vantajoso para o proprietário de imóveis antigos a sua preservação do que a demolição pura e simples”, argumenta Fred. O grupo é formado ainda por Edglês Gonçalves, Fred Borges, Renaly Oliveira, Adilson Adalberto, Rosival Silva e dois historiadores que estão engajados no projeto, os professores Chintia Cecília e Flaviano.
Com a indicação de Itabaiana para ser uma das oito cidades paraibanas a receber a tocha olímpica no próximo ano, as autoridades públicas estão se voltando para melhorar a infraestrutura local, com ações embelezadoras e de preservação arquitetônica.

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Itabaiana- Paraíba - sábado, 10 de outubro de 2015


quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Morre o carnavalesco Totinha

Totinha no carnaval de 2013. Foto Gilvan Fernandes.



A Associação Cultural Memória Viva consternada com o falecimento prematuro de Totinha, vem prestar sua homenagem ao carnavalesco e ativista cultural. Presença indispensável na Escola de Samba Acadêmicos do Jucuri, Totinha, ao lado de Biu do Vasco, lutava todos os anos, com persistência, para não deixar o carnaval tradição morrer.  Como  destaque principal do desfile da agremiação, apresentava-se, garboso,  com suas criativas e alegres fantasias. Muita luz, Totinha.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Sobre a demolição de imóveis em Itabaiana – Paraíba.

Villa Marieta, onde funcionou o colégio São José, demolida . Este ano está fazendo 100 anos de sua construção.




O processo de tombamento é um trabalho criterioso e difícil, seja pela burocratização como pela resistência dos senhores dos imóveis. E por essa oposição que oferecem, é preciso que o projeto seja feito sigilosamente, até que o proprietário receba a notificação por escrito.

Infelizmente em Itabaiana não houve esse cuidado. Alguns militantes da cultura local formaram um grupo e, a correr pela cidade, fotografava e alardeava aos quatro cantos que aqueles imóveis iam ser tombados. Com a mosca na orelha e, por ignorância e interesses financeiros, os proprietários apressaram-se em não deixar rastros  do pretenso objeto de tombamento.  

E, como se não bastasse, cidadãs e cidadãos de bem da cidade se manifestaram contrários à preservação desses prédios que contam a história de Itabaiana, gerando conjunturas cavilosas e provocando polêmica. Para esses desinformados (?), esclarecemos: “tombar” não quer dizer “tomar”. Tombar um imóvel significa deixá-lo apenas sob a guarda do poder público, com a finalidade de que a tradição daquele bem seja preservada e sua história não morra.

Vale dizer, ainda,  que essas demolições não são “coisas de Itabaiana”, como comentam. Isso acontecerá em qualquer lugar, onde se deseja preservar o patrimônio histórico e cultural  e o homem se sentir ameaçado em sua propriedade e sua riqueza.

O  Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Cultural de Itabaiana foi criado há pouco tempo mas seu trabalho vem sendo intenso e contínuo. Apesar das dificuldades que os trâmites das ações de tombamento de imóveis impõem, não desanimem; os frutos virão amanhã.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

A reurbanização da Praça Epitácio Pessoa no governo Luiz Paulino da Silva. Memória fotográfica.



O Sr. Luiz Paulino da Silva foi prefeito de Itabaiana-Paraíba por dois períodos. O primeiro, de 14.11.1945 a 20.03.1946 e o segundo, de 30.11.1951 a 30.11.1955, quando candidatou-se pela coligação PL-PSD-PSP e obteve 2.149 votos, contra 1736 sufrágios de Everaldo de Morais Pimentel, candidato da UDN.

A Praça Epitácio Pessoa foi reurbanizada em seu segundo mandato. As fotos  que ora postamos e que registram esse evento, foram cedidas à Memória Viva por Luiz Antonio Gonçalves da Silva e pertencem ao acervo de Maria de Fátima Gonçalves, respectivamente sobrinho e filha do Sr.Luiz Paulino.


A Banda de Música de Itabaiana abrilhantando os festejos.

Busto do presidente Epitácio Pessoa.

Os discursos das autoridades. Foto Luiz Farias.

Corte da faixa inaugural pelo prefeito Luiz Paulino. Presentes Padre Antonio Costa, vigário de Itabaiana, Dr. Antonio Londres Barreto, Juiz de Direito,  os senhores Everaldo de Morais Pimentel, Olívio Luiz da Silva, Daciano Alves de Lima, Yvon Benício Rabelo, Manoel Guedes, Odon de Sá Cavalcanti e as professoras Carminha Bione e Maria Menina Marinho.

O prefeito Luiz Paulino e seus convidados percorrem a Praça Epitácio Pessoa. Foto Luiz Farias.

domingo, 30 de agosto de 2015

Itabaiana - Paraíba na vitória da Segunda Guerra Mundial. Fotos históricas.

Com a vitória das forças aliadas na Segunda Grande Guerra, em 07 de maio de 1945, o povo em todo mundo e no Brasil saiu às ruas para demonstrar a sua alegria. 

A nossa pequenina Itabaiana, que também mandou alguns filhos seus para os campos de batalha na Itália, igualmente fez suas manifestações populares com passeatas, desfile das bandeiras dos países, faixas, desfile de colégios e missa campal.

 As fotos que ora publicamos. que são o registro daquela comemoração cívica, foram cedidas por Walter Fonseca e  fazem parte do acervo particular da Família Fonseca.

Foto geral do desfile.

Desfile de bandeiras. Presentes, entre tantos patriotas, Maristela Davino, Adeilde Guedes, Ana Leite, Zuquinha Tavares. Linda Souto e Daciano Alves de Lima.

Desfile de colégios.
Missa campal.

Faixas com homenagens à Marinha e à FEB e charge sobre Hitler.

Mais um registro do desfile.Adeilde Queiroz, Dolores Bione e  a menina Elenice Almeida.

Grupo animado de rapazes com caixão funerário satirizando o nazismo. Nezinho Almeida está tocando tarol.

Mais um detalhe do desfile.

Presentes nesta foto: Ana Leite, Maristela Davino, Zuquinha Tavares, Adeilde Guedes e Jeanne D'Arc Cavalcanti.

domingo, 2 de agosto de 2015

Coletânea reúne textos sobre a história de Itabaiana



O professor e historiador José Octávio de Arruda Mello (foto) está reunindo em livro diversos artigos sobre a cidade de Itabaiana, que deverá ser publicado até o final do ano. A iniciativa tem apoio da Fundação Casa de José Américo, através do seu Presidente, Damião Ramos Cavalcanti, um dos colaboradores da obra.

A publicação contará com a participação do Doutor Romualdo Palhano, Marcos William de Oliveira, juiz de direito e escritor, poeta Ricardo Anísio, Otávio Sitônio Pinto, professor Enoque Bernardo, Janete Lins, Manoel Duré, Clévia Paz, Josué Sylvestre, Renato César Carneiro, Fernando Aquino e Piedade Farias, além do jornalista Fábio Mozart e do poeta cordelista Sander Lee, Presidente da Academia de Cordel do Vale do Paraíba.

O livro terá o título de “Itabaiana – tempo e espaço”, em parceria com a Gerência de Literatura da Secretaria de Cultura do Estado. 

José Octávio é professor aposentado da UFPB, Doutor em História, fundador da cadeira dessa matéria na universidade. É jornalista e foi Diretor Geral de Cultura e Coordenador do Setor de Teleducação da SEC/Paraíba. Durante dez anos integra o Conselho Estadual de Cultura da Paraíba.

José Octávio sendo amigo e discípulo dos historiadores José Honório Rodrigues e Hélio Jaguaribe, fundou o Grupo de Estudos José Honório, cuja atuação é considerada a mais dinâmica da historiografia paraibana.


quinta-feira, 30 de julho de 2015

sábado, 30 de maio de 2015

Registros fotográficos do lançamento do livro de Sabiniano Maia.



A Associação Cultural Memória Viva e a Secretaria de Municipal de Cultura realizaram, no dia 24 último, na Maison Finesse, o lançamento da terceira edição do livro “Itabaiana-Sua História-Suas Memórias-1500-1975”, do escritor Sabiniano Maia. A obra, esgotada em suas primeiras edições,  e que disserta sobre a vida econômica, social e política de Itabaiana no período citado em seu título, servirá de elemento para estudo e pesquisas.


Agradecemos a presença da simpática família do Dr. Sabiniano Maia, representada por suas filhas Maria Alécia Meireles Maia e Maria Gláucia Meireles Maia, netos e bisnetos. 

Postamos  registros fotográficos da cerimônia.



Mesa formada pelo Vereador Ubiratan Melo, Vice-Prefeito Antoniel Carlos , Prefeito Antonio Carlos Melo, Fellype Odilon Maia e Letícia Maia, bisneto e neta do escritor, Telma Lopes, Secretária da Memória Viva e Luciano Marinho, Secretário de Cultura.
 Maria Gláucia e  Antonio Aguiar, filha e neto de Sabiniano Maia.
Netos do escritor Sabiniano Maia.
Margaret Santiago Bandeira, presidente da Memória Viva,
 com familiares do escritor.
A neta Letícia Maia.
Maria Alécia, filha do escritor.

O discurso emocionado de Luciano Marinho. Foto Secom.

Maria Alécia,  filha de Sabiniano, autografa o livro do seu pai.

















                                           O autógrafo de Letícia Maia, neta de Sabiniano.


Em agradecimento  pela autorização dada para o relançamento do livro, a Memória Viva presenteia as cinco filhas do escritor com 25 exemplares da obra.


Familiares de Sabiniano Maia com o  Prefeito Antonio Carlos Melo, vice-Prefeito Antoniel Carlos e Secretário  de Cultura Luciano Marinho. Foto Secom.




À exceção das duas fotos da Secom, todas as outras foram cedidas por Lúcia Maia Muribeca e Letícia Maia.








quinta-feira, 21 de maio de 2015

Relançamento do livro "Itabaiana-Sua História-Suas Memórias - 1500-1975







O relançamento do livro "Itabaiana-Sua História-Suas Memórias-1500-1975", do jurista e escritor Sabiniano Maia, era um sonho da Associação Cultural Memória Viva desde a sua fundação. Hoje estamos felizes e realizados com a concretização desse sonho.

No próximo domingo, dia 24, às 20 horas, na Maison Finesse, será o lançamento da terceira edição dessa obra única que conta a história de Itabaiana em seus segmentos político, social e econômico, desde o seu povoamento até os dias de 1975.

Muito procurada para pesquisa e estudo por itabaianenses, amigos e interessados na história da Rainha do Vale da Paraíba, a publicação agora está ao alcance de todos. Escolas municipais e estaduais e bibliotecas a receberão gratuitamente.

Queremos agradecer às distintas filhas de Sabiniano Maia, Letícia Maria Maia Pinto, Maria Nícia Maia Aguiar, Maria Gláucia Meireles Lobo Maia, Maria Alécia Meireles Maia  e, em especial, a Dona Maria Lúcia Maia Muribeca que nos recebeu com tanto carinho e, junto com suas irmãs, nos concederam a autorização para o lançamento da 3ª edição do livro.

Deixamos igualmente nossos agradecimentos ao apoio dado pela Prefeitura Municipal de Itabaiana através do seu secretário de cultura Luciano Correia Marinho, também um dos fundadores da Associação Cultural Memória Viva e grande incentivador da nova publicação do trabalho.









sexta-feira, 10 de abril de 2015

116 anos de nascimento de Antonio Batista Santiago


         Antônio Batista Santiago nasceu na Fazenda Arapuá, na virada do século, no dia 10 e abril de 1899. Filho de Eloy Felipe Santiago e de Ana Batista Santiago. Estudou nas Escolas Primárias do Brejo do Cruz e de Catolé do Rocha, mas o seu desejo, era mudar-se para um grande centro, onde pudesse trabalhar e estudar, para que tivesse uma vida melhor, diferente daquela, que lhe era reservada no Sertão Paraibano. E em 1918, Santiago limpando mato, na roça com enxada deparou com uma cobra venenosa, que quase pica-lhe a perna. Então, Santiago, toma uma decisão corajosa. Joga a enxada fora e resolve deixar o Sertão Paraibano e procurar a cidade do Rio de Janeiro e lá chegando, teve alguns problemas ligados ao trabalho, mas Santiago supera tudo e três meses depois, ele estava empregado e matriculado no famoso Colégio Dom Pedro II da Capital Federal, onde fez os preparatórios, e em 1925, estava matriculado no primeiro ano da Faculdade de Medicina da Praia Vermelha onde fez um Curso Médico regular, sem perder nenhum ano de estudo, quando colou grau, defendendo a tese " Tuberculose e Gravidez", em 1930, tendo sido aprovado, com distinção. Durante o curso médico, frequentou o Serviço de Obstetrícia do Professor Fernando Magalhães, o Serviço de Clínica Médica do professor Antônio Austregésilo e o Serviço de Pronto Socorro do Professor Brandão Filho. Foram seus colegas de turma o Dr. Raimundo de Brito, que foi Ministro da Saúde do Governo Costa e Silva e o Dr. Bezerra Coutinho Professor da Universidade Federal de Pernambuco.

        Formado em medicina, Santiago, começa a receber e examinar algumas propostas de trabalho do Rio de Janeiro, bolsa de estudos na Alemanha, para quando concluir ir ser professor. Além de outra do interior de Goiás. E, nessa fase das indecisões, surge uma proposta da Paraíba através do Governador Antenor Navarro, para dirigir uma Maternidade na Paraíba, construída pelo Prefeito Guedes Pereira. Aceito o convite, vem o Dr. Santiago para João Pessoa, pensando, em poder, atender, também, aos pacientes vindos do sertão, principalmente de Catolé do Rocha e de Brejo do Cruz. Começa a trabalhar o Dr. Antônio Santiago, em João pessoa e certo dia, surge uma paciente com um parto complicado, necessitando de cesariana, coisa temível naquela época. Mesmo assim, Santiago resolve fazer a cesariana. E auxiliado pelo Dr. Lauro Wanderley e usando a técnica de Kroening, tendo sido bem sucedido, tanto o ato cirúrgico, como pós-operatório, tudo sem complicações. E por isso foi considerada - a primeira operação cesariana realizada na Paraíba. Com êxito. Mas o destino reservava uma surpresa para o Dr. Santiago. Ele adoece e por sugestão de alguns amigos - Abílio Dantas e seu irmão José Frutuoso Dantas, que lhe recomendam que ele fosse para Itabaiana, que lá bastava o clima para curar a sua doença. E assim fez o Dr. Antônio Santiago. Foi para Itabaiana, logo se sentiu bem. Em pouco tempo realmente ficou curado da sua doença, mas não sabia que não sairia mais de Itabaiana. Pois, isso aconteceu. Santiago curado do mal que o trouxe a Itabaiana, ia atendendo aos pacientes que o procuravam e assim foi se prendendo à Princesa do Vale do Paraíba. Terminou abrindo consultório, na cidade e nunca mais deixou Itabaiana, a terra de Sivuca, da dupla caipira Jararaca e Ratinho, e também do famoso poeta Zé da Luz. É ainda a terra dos irmãos - Aderbal e Abelardo Jurema.

    O Dr. Antônio Santiago, no seu trabalho cotidiano, na cidade de Itabaiana chegou à conclusão que faltava um Hospital onde se pudesse atender melhor a clientela da cidade e da região polarizada pela cidade de Itabaiana. E assim Santiago cai em campo e depois de muita luta, constrói o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo - que na sua inauguração, ele assim, se expressou; - Aqui está o Hospital e Maternidade São Vicente de Paulo , marco simbólico do esforço construtivo e do espírito humanitário do povo de Itabaiana.

    O Dr. Antônio Santiago era casado com a Sra. Olga Campos Santiago, cearense natural da cidade de Canindé deixa uma filha. A Dra. Eucares, médica endocrinologista, em Recife, onde clinica.

     Na política teve grande atuação, pois foi prefeito de Itabaiana duas vezes. Deputado Estadual e candidato a Deputado Federal ficando numa suplência, que veio a assumir uma cadeira na Câmara dos Deputados e por isso teve ocasião de saudar o Ministro José Américo, quando tomou posse na Academia Brasileira de Letras em 1967. Na medicina, teve grande tanto, em Itabaiana como na região polarizada por aquela cidade, atingindo Pernambuco, através da cidade de Timbaúba. Dr. Santiago gostava da profissão, atendia indiscriminadamente fossem ricos ou pobres. Certa vez, nasceram no seu hospital 4 crianças de um parto quadrigêmeos. Tendo salvado a todas. Donde se pode dizer que o Dr. Antônio Santiago, na sua profissão a medicina, ele era HUMANITÁRIO. Itabaiana e região polarizada por aquela cidade, o Dr. Santiago gostava de frequentar o Itabaiana Clube. Vestia-se sobriamente com preferência pelo  branco. Fumava charuto e gostava de jogar gamão. Era uma pessoa amiga; não gostava de dizer não a ninguém. Era um homem sério, respeitado, austero sem ser violento. O Dr. Antônio Santiago, dedicou a sua vida e o seu trabalho à Itabaiana. E sendo o seu Prefeito adoeceu e não levando muito a sério a doença, quando foi realmente se tratar, já era tarde e, em Recife, no Hospital Português, foi diagnosticado um peritonite, que teve como causa, uma apendicite estrangulada. Em 22 de novembro de 1976, faleceu o Dr. Santiago, data que oficialmente é feriado em Itabaiana. Esta é a história de um homem que saiu de Brejo do Cruz, na Paraíba, trabalhou e estudou. Tornou-se médico numa luta por um ideal, dedicou a sua vida a uma cidade - Itabaiana, serviu à Paraíba e deixou um exemplo de luta para o BRASIL. 

     Durante a memorável Assembléia Geral Ordinária de Fundação da Academia Paraibana de Medicina, realizada em 19/12/1980, o Dr. Antônio Batista Santiago foi escolhido Patrono da Cadeira nº 02.


 Acad. Ulisses Pinto Brandão - Membro Titular da Academia Paraibana de Medicina. (APMED) e 2º ocupante da Cadeira n.º 02. CRM-PB Nº 199

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quarta-feira, 1 de abril de 2015

Vereadores aprovam projeto que concede Comenda Sivuca para Adeildo Vieira

Na primeira sessão ordinária da Câmara Municipal de Itabaiana realizada em 2015, no mês de março, os vereadores aprovaram em única discussão, e por unanimidade dos presentes, Decreto Legislativo que dispõe sobre a concessão da Comenda Sivuca ao cantor e compositor itabaianense Adeildo Vieira, radicado em João Pessoa, “em reconhecimento ao seu trabalho artístico no cenário musical da Paraíba”.

O Decreto foi sancionado pelo vereador Presidente da mesa, Wellington Chaves, que espera confirmar com o homenageado data e hora para a entrega da Comenda.

“A Comenda é uma homenagem ao grande maestro de Itabaiana, Severino Dias de Oliveira, mestre Sivuca, um dos mais importantes músicos do século vinte no Brasil”, disse Chaves.


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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Lei municipal tomba prédio histórico pertencente ao Secretário de Cultura




O prédio do Restaurante Finesse, pertencente ao Secretário de Cultura de Itabaiana, Luciano Marinho, está em processo de tombamento para ser considerado de valor histórico e artístico para o Município.

Situado na Avenida José Silveira, 53, o casarão foi inaugurado em 1919 e até hoje mantém as características iniciais, conforme se comprova com a comparação de fotos atuais com as antigas, publicadas no livro “Itabaiana – sua história, suas memórias”, do escritor Sabiniano Maia. Conforme informações da Associação Memória Viva, que requer o tombamento, o prédio histórico foi sede da primeira biblioteca pública do município, depois foi vendido a Pedro Martiniano de Brito que deixou de herança para sua filha, Altina Muniz de Brito.

A Secretaria de Cultura está recebendo requerimentos de pessoas físicas e instituições para proceder ao tombamento de prédios históricos de Itabaiana, conforme a Lei Municipal Nº 679, de 11 de novembro de 2014, que “dispõe sobre a preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Natural do Município de Itabaiana, cria o Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e institui o Fundo Municipal de Proteção do Patrimônio Cultural de Itabaiana.” A Lei estabelece, no capítulo III, artigo 7º, que o pedido de tombamento poderá ser feito por qualquer cidadão, cabendo à Secretaria de Cultura de Itabaiana receber o pedido, abrir e autuar o respectivo processo administrativo para análise e parecer.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Itabaiana dos meus tempos


1- Eu já vi por aqui feira de gado / Respeitada em toda região
Vi boiada com quase um quilometro / Vi usina de agave e algodão 
Vi o clássico Vila Nova e união / Vi Nana fazer o gol da partida
Itabaiana jamais és esquecida / És a pedra que dança em minha vida.
2- Eu já vi dia de segunda feira / Multidão invadir o carretel
Vi orquestra tocando ao vivo / Bossa nova até tango de Gardel
Vi desfile de mulher na avenida / Via ponte de madeira prometida
Itabaiana jamais és esquecida / És a pedra que dança em minha vida.
3- Eu já vi esse rio de canto a canto / Vi cobrindo a pedra do Ingá
Vi também sua areia em lua cheia / Rasteada por amantes do luar
Ouvi frases de amor, ouvi gemidos / Ecoando da pedra da Margarida,
Itabaiana jamais és esquecida / És a pedra que dança em minha vida.
4- Eu já vi mais de cem sapatarias / Campo Grande tinha emprego e se vivia
Vi curtume exportar o que vazia / Toda sua produção ele vendia
Vi a missa em sua capelinha / Sombreada pelas caibeiras floridas
Itabaiana jamais és esquecida / És a pedra que dança em minha vida.
5- Vi serestas em noites enluaradas / Eu vi flores colorir caramanchão
Vi conjunto de chorinho entoar / Brasileirinho bossa nova e baião
Vi também Tic-Tac golear / Vi o Chico envenenar a despedida
Itabaiana jamais és esquecida / És a pedra que dança em minha vida.

6- Eu já vi Urubu Rei decolar / E Pavão pra Brasília revoar
Vi José derrubar casa de taipa / e faze de tijolo e retelhar
Mas depois vi José tombar sem vida / A pobreza ficou mais excluída
Itabaiana jamais és esquecida / És a pedra que dança em minha vida.

Orlando Otávio

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

A Cauda do Demônio.


                                                       

Com dificuldade de distinguir o real da fantasia, as crianças, geralmente até os 6 anos de idade têm medo de máscaras. E o carnaval em nossa região era a festa mais temida por elas.  No reinado de Momo esses adereços eram muito usados,  fosse  em blocos,  ou individualmente pelos papangus, figuras que surgiram no século XIX e que permaneceram vivos por décadas.  Caracterizavam-se por brincantes que saíam às ruas vestidos, geralmente,  com roupas do outro sexo e mascarados.

E Itabaiana dos anos 50 e 60, que apresentava  um dos melhores carnavais da Paraíba, foi palco dos afinados blocos de frevo Taiobas e Pão Duro e das cadenciadas escolas de samba Imperadores do Samba, Última Hora e Acadêmicos do Ritmo, também tinha os seus grupos de  papangus.  As figuras bizarras costumavam amedrontar as crianças e parar nas casas dos amigos, desafiando-os a adivinharem quem estava por baixo daquela indumentária; isso entre risos e gargalhadas e carreiras das crianças apavoradas.

Em certo domingo de carnaval da minha infância, a convite do meu pai Zé Bandeira, entrou em nossa casa, para comes e bebes, uma turma de homens mascarados, acompanhada por orquestra de frevos.  O bloco de rua chamava-se “O diabo e suas almas”, mas havia mais diabos do que almas, devido ao grande número de rabos pontudos que eu pude observar antes de me esconder no terceiro quarto da antiga casa da Praça Epitácio Pessoa.

 Na escuridão do quarto fechado, vendo pouco, mas com os ouvidos bem atentos, eu estava inerte, só o coração batendo em louca disparada. Implorava ao meu Anjo da Guarda que levasse, mais que depressa, todos aquelas figuras assustadoras para bem longe de minha casa.

E naqueles minutos que mais pareciam horas, de súbito alguém abre a porta do quarto que era um depósito da revista “O Cruzeiro”,  de brinquedos e de uma grande mala de couro antiga onde eu estava sentada. Olhei paralisada para a porta. Um diabo entrava de mansinho com a cauda na mão. O meu medo beirava o pavor. Dirigiu-se a mim dizendo:  -“Margaret, deixa que eu guarde este rabo dentro desta mala; depois eu venho  buscar.”  O fato de ele me conhecer era o que me fazia tremer cada vez mais. Não ousei levantar os olhos. E ele saiu cantando:

‘A minha fantasia de diabo
Só falta o rabo, só falta o rabo
Eu vou botar um anúncio no jornal:
Precisa-se de um rabo
Pra brincar no carnaval’

Dias depois estaciona uma Harley Davidson em frente de casa. Era Valdemar Cavalcanti, tio de Otto Cavalcanti. Veio buscar o rabo de sua fantasia.


Margaret Bandeira





sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Itabaiana sedia primeiro evento cultural em comemoração ao sesquicentenário de Leandro Gomes de Barros

                                          Fábio Mozart e Sander Lee, organizadores da Academia


Neste sábado, 24 de janeiro, será instalada a Academia de Cordel do Vale do Paraíba, na cidade de Itabaiana, Paraíba, às 20 horas, na Casa de Recepção Finesse. A entidade congregará poetas cordelistas dos Estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Entre os membros, estão os poetas Sander Lee, Fábio Mozart, Antonio Costta, Bob Motta, Valbam Lopes, Pádua Gomes Gorrion, Luciene Soares, Lorena Alysson, Eduardo Viana, Heleno Alexandre, Biu Salvino, Josafá De Orós, Rui Vieira, Sander Brown, Carlos Aires, Orlando Otavio, Vavá da Luz, João Bernardo da Silva, Agenor Otávio, Evânio Teixeira, Beto Lucena e outros. O evento abre as comemorações de 150 anos de nascimento do poeta popular paraibano Leandro Gomes de Barros, considerado o pai da literatura de cordel.

Participarão da festa do cordel o Secretário de Estado da Cultura da Paraíba, Lau Siqueira, o Presidente da Academia Paraibana de Letras, Damião Ramos Cavalcanti, a Presidente da Academia Feminina de Artes e Letras da Paraíba, Bernardina Freire, a pesquisadora de Literatura de Cordel da UFPB, Beth Baltar, a Chefe da Divisão do IPHAEP, Rosane Coutinho Pereira Lacet e o Presidente da Associação dos Aposentados dos Correios, Valdemir Almeida, além do jornalista Dalmo Oliveira, representando o Coletivo de Jornalistas Novos Rumos.

A atividade tem apoio da Fundação Casa de José Américo, de João Pessoa, e Secretaria Municipal de Cultura, além do Ponto de Cultura Cantiga de Ninar. Na ocasião, o xilogravurista Josafá de Orós fará exposição de gravuras de paraibanos ilustres, que fazem parte do projeto  “Paraíba Grandes Nomes: A Xilogravura e o Cordel, Apresentando Importantes Personalidades do Estado”. Também será relançado o cordel “Biu Pacatuba, um herói do povo paraibano”, de Fábio Mozart, ganhador do Prêmio Patativa de Assaré, do Ministério da Cultura.

Entre os objetivos da Academia, está o de fomentar a cultura do cordel, através de oficinas para poetas, estudantes e pesquisadores, como também promover a publicação de novos títulos para enriquecer o universo da Literatura de Cordel. “Convidamos o povo da Paraíba para o grande recital de cordel, sendo este ato o primeiro evento do ano para comemorar o sesquicentenário de Leandro Gomes de Barros, pombalense considerado o pai da literatura de cordel”, disse Sander Lee, presidente da entidade.

Contato: (83) 9628.4756

Fábio Mozart

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Foto da Cruz do Deserto


Em postagem de 19.01.14 escrevemos texto sobre as lendas da conhecida "Fazenda do Coronel João Nunes", sendo uma delas "A Cruz do Deserto". 

A Memória Viva recebeu de Silvana Pessoa, proprietária da fazenda, a foto da capela, construída em 1936 e tema daquela lenda.

Leia  "Lendas itabaianenses" em:

http://itabaianapbmemoria.blogspot.com.br/2014/01/lendas-itabaianenses-lagoa-do-arua-e.html