segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Fotografia e Memória XII. Registros de posses.

                 Eleito nas eleições para prefeito municipal de Itabaiana em 1963, com 2.245 votos, Hugo Saraiva concorreu com Severino Duré, candidato da Uniao Democrática Nacional-UDN, que obteve 1.605 votos. Vítima do golpe militar, governou o município até 1965. Na fotografia cedida gentilmente por Renato Almeida, Hugo Saraiva assina o termo de posse sob os olhares atentos dos correligionários José Nunes Machado e Arnaud Costa.(Foto Wilson).

Discurso de posse do Prefeito Josué Dias de Oliveira. Ainda Edmilson Batista do Nascimento, Mário Silveira e Luiz Gonçalves, Prefeito de Mogeiro. O Prefeito e seu Vice Cândido Inocêncio de Gouveia Neto foram eleitos, pelo MDB, com 3.093 votos. O Dr.Josué governou de 1969 a 1973. 

Assinatura do termo de posse pelo Prefeito Antonio Batista Santiago, às vistas dos vereadores  Fernando Cabral de Melo e Abgail Maria de Araújo. Dr. Santiago  governou de 12.02.1938 a 12.08.1940 e, em seu segundo mandato, pela legenda ARENA I, de janeiro/1973 a outubro/1976, quando afastou-se por motivo de doença. (Foto Wilson)


O vice-prefeito José Bandeira Júnior foi empossado como Prefeito em substituição ao  Dr.Antonio Batista Santiago. Presenciando a assinatura do termo de posse, o Secretário da Prefeitura Elias Martins de Andrade, o vereador Vital Rodrigues de Melo e o sr. José Tavares da Costa (Zuquinha). Zequinha Bandeira governou de 01.11.1976 a 31.01.1977. (Foto Wilson)

Posse do Dr. Aglair da Silva, eleito pela ARENA I, para o período de 31.01.1977 a 21.01.1983. Dr.Aglair    teve como vice-prefeito, em sua chapa, o Sr. Fernando Cabral de Melo.(Foto Wilson)

Edilson Silva de Andrade assina o termo de posse de Prefeito Interino em 08.03.1983, por impedimento de Dona Eurídice Moreira da Silva, eleita nas eleições de novembro de 1982. Edilson governou até o início de 1984, quando foi substituído pelo Sr. Fernando Cabral de Melo escolhido pelo povo em eleição suplementar.



O trem de Itabaiana é minha história




Essa matéria bateu forte em mim. Nesse trem eu tenho muita historia , eis porque!

Sou filho biológico de Manoel Pereira de Araujo, que foi chefe da estação de Itabaiana por dois períodos. Nasci na casa da estação, ( hoje um hotel), passei minha infância correndo na plataforma da estação, aprendi até telegrafia, a internet da época..

Quando garoto vendi aos passageiros, pirulito, cocada e água de quartinha, não a esse trem, porque partia muito cedo e chegava muito tarde, mas aos outros que faziam baldeação na estação de Itabaiana com destino a Fortaleza, Natal, João Pessoa e Recife.

No trem referenciado viajei muito, porque quando meu pai foi transferido fiquei morando em Itabaiana, na minha inesquecível “Boca da Mata”, mas quando em período de férias ia e voltava para casa do meu pai , nele. Todo seu trajeto até hoje recordo inteiro e complemento o restante das estações até o Recife , após Carpina, seguia: “Paudalho, São Severino dos Ramos, Piracirica, Tiuma, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Coqueiral, Tigipió, Edgar Werneck, Ipiranga e finalmente Recife.

Quando deixei Itabaiana para estudar aqui em Recife, esse trem e os demais foram minhas argolas de sustentação para aos pouco ir me adaptando e aceitando o fato de ter que deixar Itabaiana, usei-os até suas ultimas viagens, porque como filho de ferroviário tinha passe livre para viajar.
Que saudade.

Orlando Araujo.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Lá vem a saudade descendo a ladeira







Esta foto do compadre George Mendonça, (revelação de fotógrafo sensível), mostra a ladeira da antiga União dos Artistas e Operários de Itabaiana. Esta crônica vai para meu compadre Joacir Avelino, companheiro dos velhos tempos na terra que viu nascer Antonio Maia Neto, o poeta das caibreiras, desses poetas que sabem os segredos da beleza artística das palavras e das coisas simples de sua aldeia.

Recordar as vezes em que subimos a ladeira da União para beber com o maquinista Bertoldo, apologista da poesia popular, no Bar do Berto. Subindo a ladeira para beber na bodega de Arnaldo maquinista, pai de Ronaldo Morelle. Galgando os paralelepípedos íngremes da ladeira para farrar e dançar forró na Sociedade Beneficente dos Trabalhadores, sob a batuta de Nicó e Prezado. No pé da ladeira, a sede da União dos Artistas e seus bailes de carnaval famosos, suas reuniões literárias sob o comando do elegante Daciano Alves de Lima, cunhado do poeta Zé da Luz, ao som da Banda 1º de Maio. Foi ali onde Zé da Luz declamou seus versos pela primeira vez em público, Sivuca tocou seu acordeon nos forrós de São João e Ratinho emocionou os itabaianenses nas décadas de 30/40 com seu saxofone mágico, ao indagar melodiosamente: “Saxofone, por que choras?”.

Descendo a ladeira com o bloco “Nó Cego” comandando pelo Dr. Dedé e Machinho, o folião mais enfezado deste mundo carnavalesco. Descendo a ladeira para ensaiar a peça “Hoje a banda não sai” no palco da União, onde Joacir fazia o papel de um músico bêbado, sendo que o ator sempre estava realisticamente e irresponsavelmente bêbado. Mover de cima para baixo o bloco dos atores do Grupo Experimental de Itabaiana, com Fábio Mozart no papel de Lampião, Sanderli vestido de beato, Joacir trajado de Satanás, Geraldo Caranguejo metido numa batina de padre safado e Biu Penca Preta fazendo o papel dele mesmo, carregando um saco de tira-gosto de galinha assada no forno de Maciel e roubada do quintal do Sargento Avelino, pai de Joacir. De contra-peso, Pedro Lourenço manejando os bonecos do babau de Chico do Doce. 

Ladeira da União, quantas recordações! Após suspiros e pasmações de saudade, a raiva por saber que nossa ladeira da União fechou suas portas mais tradicionais. Deixaram morrer a União. O bar de Berto não existe mais, tampouco a bodega de Arnaldo. Os salões dos recitais e palestras literárias estão em ruína. No fim da ladeira, a Sociedade dos Trabalhadores virou igreja “pegue pague”.

Meu compadre Joacir, a única notícia boa que tenho é que vai assumir um novo prefeito, itabaianense da gema, prometendo reerguer a União e transformar seus salões em museu da cidade, sob a responsabilidade da Associação Memória Viva. Amém!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Parabéns, dona Iraci


quinta-feira, 27 de dezembro de 2012


Mãe e pai com os filhos Lavoisier, Sósthenes e Fábio


A senhora minha mãe, dona Iraci, faz aniversário hoje.

Lavoisier guarda respeito e reverência.

Arnaud Filho vai buscar do fundo do baú da timidez uma palavra
 de cortesia.

Sósthenes pede vênia e manda bater continência.

Vasti envia os protestos de admiração e estima.

E eu, um dos seus filhos, rendo minha homenagem de gratidão,
o mais justo dos sentimentos morais, em reconhecimento à nossa
 mãe, bendizendo os fados por ter vindo ao mundo sob sua chancela
 e ter sido educado à luz de sua fidalguia e caráter.




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domingo, 23 de dezembro de 2012

Antigos Cartões de Natal.




No tempo dos Cartões de Natal  tradicionais, os malotes do Correio ficavam lotados. Eram inúmeros cartões com mensagens carinhosas de Feliz Natal e Próspero Ano Novo que cruzavam o país e continentes. Com o surgimento da internet eles se transformaram em eletrônicos, que não têm a mesma graça, nem causam aquela gostosa alegria da espera e da surpresa.

Os cartões das fotos tiveram a arte do fotógrafo Wilson Dantas, do Foto Wilson. Circularam, a maior parte, dentro de Itabaiana. 

O de 1961 foi distribuído pelo simpático Saturnino Cavalcanti de Souza, proprietário da Casa Santo Antonio, que comercializava artigos para presentes e de armarinho, discos, roupas íntimas e produtos de toucador.

Dez anos depois, o popular Severino Ramos da Silva, o "Galego", brindou  seus amigos e clientes com   cartão do mesmo estilo, em que a belíssima Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Itabaiana era o foco principal.

Assim, com cartão meio retrô, meio eletrônico, a Associação Cultural Memória Viva deseja aos itabaianenses e amigos, um Feliz Natal e um Ano Novo de muito amor, saúde e paz.
























terça-feira, 20 de novembro de 2012

Cidadã de 90 anos vai à urna.



Aos seus 90 anos de idade, a itabaianense Elisabeth Santiago Bandeira compareceu, nesta última eleição, à 17ª secção eleitoral para depositar o seu voto.

Com sua experiência de 40 anos (1944/1984) nos cargos de  escrevente e escrivã do Cartório do Registro Civil da Comarca de Itabaiana-Paraíba e, alguns deles como Escrivã Eleitoral, Dona Betinha Bandeira provou, mesmo com sua avançada idade, que os anos de dedicação ao trabalho ainda hoje a ajudam a resolver problemas.

Enquanto esperava a chegada dos seus documentos que tinha deixado no carro, os mesários apenas olhavam para ela, já sentada para a assinatura do relatório de votantes. Ela se dirigiu a um deles e disse:
- Para não perder tempo, vou dar meu nome e você procura na relação.

Quando os documentos chegaram, ela já tinha assinado e dirigiu-se, com a ajuda da filha Margaret, pois já não se movimenta tão bem, à cabine de votação. A filha ofereceu-lhe a “cola” com os números dos seus candidatos, escolhidos sem influência de ninguém. Respondeu que não precisava pois já os tinha na cabeça.

Dona Elisabeth votou sem “fila” e ainda ajudou no desenrolar dos trabalhos eleitorais.

Margaret Bandeira


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Chico Bezerra entrevistado em programa da RCTV..


O cantor e poeta itabaianense Chico Bezerra foi o entrevistado do programa de 30.10.2012, do jornalista Gilson Renato, na RCTV. O seresteiro falou de seu estilo musical, dos seus ídolos, das suas emoções ao cantar e da Associação Clube do Choro da Paraíba da qual participa. Brindou-nos com a interpretação da linda canção "Nervos de Aço", de Lupicínio Rodrigues. 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Nevinha da Cerâmica representa Paraíba no 5° Salão Internacional do Artesanato em Brasília

                                                             Nevinha e seu esposo Tota.


A artesão itabaianense Maria das Neves Paiva, conhecida por Nevinha das Cerâmicas, do município de Itabaiana, e Núbia Pinheiro Inô, que produz peças em renda renascença, em Monteiro, representam o Estado no 5º Salão do Artesanato em Brasília, a partir desta quarta (31) e até o dia 4 de novembro. A expectativa é que cerca de 90 mil pessoas visitem o evento, que contará com 150 expositores de 21 estados brasileiros. Da Paraíba, haverá peças de cerâmica, renda, tecelagem, entre outros. “Esta é a primeira vez que venho participar deste evento em Brasília. Estou muito feliz em representar as artesãs do Cariri e mostrar nosso trabalho”, disse Núbia.

Nevinha da Cerâmica transforma o barro em peças utilitárias originais que, hoje, enfeitam salas da Alemanha, França, Inglaterra, Portugal e outros países da Europa. "Os galegos gostam do artesanato utilitário e decorativo. Então, nós fazemos peças para todos os gostos", diz Nevinha.

Durante o Salão estarão expostos artesanatos de várias regiões do país, além de produtos internacionais. O objetivo é impulsionar o segmento do artesanato, criando oportunidades de negócios e promovendo o intercâmbio de culturas. O Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) e o Sebrae Nacional são alguns dos parceiros e apoiadores do evento.

“Participar desse tipo de evento é uma ótima. oportunidade para os artesãos paraibanos mostrarem seus produtos para o restante do país e fazerem negócios”, destacou a gestora de Artesanato do Sebrae Paraíba, Maísa Duarte. Trabalhos de mais de 40 artesãos paraibanos estarão expostos no 5° Salão do Artesanato, em Brasília.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Antonio Carlos> Novo prefeito de Itabaiana.


domingo, 7 de outubro de 2012


ITABAIANA



Antonio Carlos vence eleição com 639 votos de diferença para Dr. Lúcio


O candidato do PMDB, ex-prefeito Antonio Carlos Melo Júnior (foto), foi eleito em

 Itabaiana com 6.195 votos, equivalente a 39,09% dos votos válidos. Seu concorrente

 mais próximo foi o Dr. Lúcio, com 5.556 votos (35,06%). Na terceira colocação,

 Fábio Rodrigues do PSD recebeu 4.097 sufrágios (25,85%).

A Câmara de vereadores do Município teve pouca renovação neste pleito. 

Os onze eleitos foram:

01 – Wellington dos Transportes (942)
02 – Rosane Almeida (839)
03 – Ubiratan (819)
04 – Pastor Ronaldo (790)
05 – Zé do Curtume (654)
06 – Preto (579)
07 – Sônia (578)
08 – Baiaco (568)
09 – Lula do Mangaio (528)
10 – Júnior Pacheco (461)
11 – Semeão (309)

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Paraibucano recebe bandeira de Pernambuco

terça-feira, 2 de outubro de 2012
André Batata recebe a bandeira do nosso co-irmão, Pernambuco
“Paraíba e Pernambuco, um casal muito maluco” é um livro do escritor itabaianense Erasmo Souto, hoje radicado no Recife. No humor de Erasmo, a constatação de que temos muito da cultura pernambucana, porque somos vizinhos e porque as gerações passadas foram ouvintes da Rádio Clube de Pernambuco, única emissora que se podia sintonizar neste vale do rio Paraíba. Torcíamos por times de Pernambuco, nosso carnaval era frevo, nossas atitudes eram mais pernambucanas do que paraibanas. Na nossa vizinha Juripiranga, o caboclo pode nascer meio Paraíba, meio Pernambuco. É só a parturiente dar a luz numa cama posta entre a fronteira dos dois estados.

Nossa satisfação enquanto paraibucanos ao saber da homenagem de que o regente de bandas André Batata foi alvo em Ponta de Pedras, onde recebeu a bandeira de Pernambuco em reconhecimento à sua dedicação por doze anos às bandas marciais da localidade. Ponta de Pedras é distrito do município pernambucano de Goiana.

André Batata nasceu em Itabaiana. É ferroviário e músico. Toca trompete, trombone de vara e saxofone. É regente de bandas de fanfarra, tendo comandado as bandas Eurídice Garcia, de Ingá, Ana Ribeiro e Eunice Barbosa, em Salgado de São Félix. Em Itabaiana, comanda a fanfarra Fênix e já trabalha há 13 anos como instrutor de banda no Colégio Nossa Senhora da Conceição, em sua cidade natal.

O músico André Batata é um dos 80 artistas itabaianenses que estarão no meu livro enfocando nossos principais nomes nas letras e artes, desde o começo do século vinte.



domingo, 30 de setembro de 2012


Minha eterna professora e querida amiga Bebé



A última vez que nos vimos, ela me falou que o prazo de validade do seu coração estava vencido, o médico já havia lhe comunicado o pouco tempo restante, e eu lhe disse pra viver e aproveitar bem cada momento como se fosse o último. Nessa ocasião rimos bastante com as lembranças de tempos idos, nem parecia que estava tão perto de nos deixar.

Não consigo lidar bem com essas perdas, são dolorosas demais...

Maria José Mendes Lira, Bebé, como era conhecida por todos, foi a minha professora de Português na adolescência (7ª e 8ª séries) e uma amiga muito querida desde então.

Lembro-me que senti um misto de acanhamento e alegria quando, certo dia, ela me pediu pra fazer a revisão do seu artigo final da especialização. Falou-me do orgulho que sentia por ter sido minha professora e da grande admiração que tinha por mim, pois sua pupila havia se tornado a sua mestra.

Bebé dedicou sua vida ao magistério e à família. Foi uma excelente professora; rigorosa e exigente, sem ser grosseira ou intransigente. Foi com ela que aprendi a respeitar e a valorizar a nossa língua portuguesa. Dentre muitas outras coisas, aprendi que devemos evitar mistura de tratamentos, vícios de linguagem, excesso de gírias; aprendi a fazer requerimentos, memorandos, ofícios, portarias etc., ou seja, redação oficial, coisa que muitos professores universitários e gestores não têm a mínima noção de como fazer. Eu tinha 14/15 anos quando aprendi tudo isso e, de lá pra cá, fui apenas aprimorando meus conhecimentos, sem jamais esquecer quem plantou as primeiras sementinhas, quem despertou em mim o cuidado para não cometer crimes contra o nosso idioma - a minha querida professora Bebé. 

Como amiga, era tão divertida, uma pessoa ímpar, especial mesmo. Sua partida prematura deixa-nos a todos órfãos (ex-alunos, amigos e parentes).

Recebi a triste notícia hoje cedo, mas meu coração insiste em não aceitar. Como dói...

Jandira.    

Sexta-feira, 31 de agosto de 2012.


sábado, 15 de setembro de 2012

ARTISTAS DE ITABAIANA – Sostemar Matias

                                                       Sostemar Matias no Mamma Jazz (Foto: Rafael Passos)


Natural de Itabaiana, filho de Odésio Correia e Riselda Matias, nasceu na Rua Floriano Peixoto nº 74, antigo Alto dos Currais.

Influenciado pelo Gospel em sua infância, quando teve contato com a pulsação do jazz, do blues e dos ritmos brasileiros. “Eu lembro, quando garoto, subia na janela para ver passar a Escola de Samba de Zé Dudu do Botafogo, os índios, o boi e a burrica, os ursos que desfilavam no Alto dos Currais no carnaval. Lembro do rádio do meu avô Matias, que madrugava com os cantadores de coco, o baião de Luiz Gonzaga, a rítmica de Jackson do Pandeiro e dos repentistas”.

Aos 12 anos de idade, depois de concluir o primário no Colégio Nossa Senhora da Conceição, veio morar em João Pessoa, onde iniciou seus estudos de violão erudito com o músico conterrâneo Vital Alves. Na UFPB, descobre a viola clássica. Foi componente da Orquestra Infanto Juvenil da Paraíba, depois ingressou na Orquestra de Violões, regida pelo maestro cearense Gladson Carvalho.

Fez parte da primeira formação do grupo musical Mamma Jazz, juntamente com os conterrâneos Adeildo Vieira e Euclídes Aguiar. Como compositor, participou da primeira gravação do Mamma Jazz com a música “Nbombon”, parceria com o músico africano de Guiné Bissau Guilherme Semmedo. Foi homenageado em 2004 na IX Mostra de Dança das Escolas Municipais de João Pessoa pela música “Leveza na alma”, interpretada pela brilhante cantora paraibana Gláucia Lima. Participou da coletânea do Sesc/PB com a música “É o coco”, parceria com Guilardo Lima.

Atualmente, faz parte da direção do Mamma Jazz, violonista e guitarrista do trabalho musical de Guilardo Lima e banda, ministra aulas de guitarra e violão e vem aprofundando seus estudos de harmonia e improvisação com o professor Laerte Bandeira (Letinho).


sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Memória Fotográfica do Dia da Pátria


 Gestão do Prefeito Luiz Paulino da Silva (1951 a 1955). O Prefeito, Vice-Prefeito João Batista Freire, José Nunes Machado, Juiz de Direito Dr.Antonio Londres Barreto, Secretário e Chefe da Junta Militar de Itabaiana, respectivamente José Bandeira Júnior e Sargento Luiz da Costa Barroso. Foto Wilson.


Gestão do Prefeito José Benedito da Silveira (1955 a 1959). Prefeito José Silveira, Pároco Padre João Gomes da Costa. Presença do Tiro de Guerra de Itabaiana.


7 de setembro de 1966. Banda Marcial do Colégio Nossa Senhora da Conceição. A baliza Zoraida Medeiros, mascote Rosane Tavares, Margaret Bandeira, Graça de Dona Bibi, Gerusa Lucena, Célia Albuquerque, as irmãs Cecinha Silva e Gracinha Morais e demais participantes. Instrutor: Cleodon da Gruta Azul.



Gestão do Prefeito Antonio Batista Santiago (1972 a 1976). Sr.José e Dona Berta Aguiar, Dona Tali Moreira, Primeira Dama Dona Olga Campos Santiago, Prefeito Antonio Santiago, Deputado Edme Tavares, Monsenhor Severino Miranda, Juiz de Direito Wilson de Barros Moreira, Secretário da Prefeitura Sr.Elias Martins de Andrade. 








quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Autor itabaianense lança novo livro em São Paulo



O poeta André Ricardo Aguiar (foto) lança seu novo livro de poesias, “A Idade das Chuvas”, nesta quinta-feira (16) em São Paulo, pela Editora Patuá. O lançamento paulista será realizado às 19h na Mercearia São Pedro - Rua Rodésia, 34 - Pinheiros. A entrada é gratuita e o livro estará à venda por R$ 28,00 (dinheiro ou cheque).

André Ricardo Aguiar, autor do livro A idade das chuvas, nasceu em Itabaiana, Paraíba, em 1969. Publicou, entre outros, os livros de poemas A Flor em Construção (Editora Ideia, 1992) e Alvenaria (Editora Universitária/UFPB, 1997). Também é autor de diversos livros infantis e de crônicas. Participou de revistas, suplementos e antologias, como Correio das Artes, Jornal Rascunho, Poesia Sempre, Ficções (Portugal) e em revistas eletrônicas como Zunái, Cronópios, Blecaute e Musa Rara. Além de eventos literários como Itaú Cultural (SP) e a Flibo (Boqueirão-PB). É membro-fundador do Clube do Conto da Paraíba e coordenador de projetos de incentivo à leitura.

André Ricardo Aguiar é filho de Geraldo Aguiar, editor do jornal literário “Itabaiana Hoje”.

Do blog:

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Fotografia e Memória XI

Peladeiros de 1950
Hoje é dia 10, dia de postar "Fotografia e Memória". A foto de hoje nos mostra desportistas, futebolistas e peladeiros de Itabaiana no ano de 1950: Zequinha Bandeira, Biu Estêvão, Zé Maria Almeida, Galego do Relógio, Zé Tavares, Joaquim Paiva, Neco Mago, Adonias Cabral, Isaias Almeida, Félix, Geraldo Lucena, Luiz Tavares, Heráclito Morais, Zé Amaral, Eulácio Araújo e João Grande.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Andrea procura avó em Itabaiana

Itabaiana: entrada para o Estádio Severino Paulino

Andrea procura avó em Itabaiana


"Meu nome é ANDREA estou a procura de JOSEFA SALUSTIANA DA CONCEIÇÃO, sou neta dela perdemos o contato há muitos anos, sou filha de CICERA MARIA DA CRUZ; por favor caso alguém a conheça entre em contato conosco.
andrea_maria_araujo@hotmail.com "

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Fotografia e Memória X

Evento no Colégio Nossa Senhora da Conceição em fins dos anos de 1960:  Superiora Irmã Jacira,
Professoras Josélia Almeida, Nini Paes, Célia Borges e Teresa Queiroga, e alunas. Em 2013 o CNSC completará 60 anos.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Dr. Aglair da Silva




Itabaiana hoje, 05 de julho, vive um data em que homenageia, com um feriado municipal, o dia do falecimento prematuro do Dr. Aglair da Silva, homem simples e amigo do povo, médico e cirurgião competente e prefeito da cidade no período de 1977 a 1983.

O poeta Agenor Otávio Oliveira escreveu sobre Dr. Aglair, em seu livro “Tributo as que Partiram”:

“ Como é bom relembrar
   O nome de Dr. Aglair
   Que foi prefeito do meu lugar
   Nunca foi homem de perseguir
   Onde ele agora possa estar
   Sua alma haverá de sorrir ”

Em seu livro "Memórias Esparsas de um Rábula" o Jornalista Arnaud Costa também escreveu sobre Dr. Aglair, onde diz:
Dr. Aglair, O médico dos pobres.

O médico e famoso cirurgião Aglair da Silva assumiu a prefeitura de Itabaiana após uma memorável campanha, quando enfrentou nada menos do que duas chapas fortíssimas: Cândido Gouveia Sobrinho/Arnaud Costa e o Capitão Joca Pedro/Babá, este último, futuro edil itabaianense. 

Aglair era mais médico do que prefeito, uma vez que a sua digna consorte era o braço direito de sua administração. As suas qualidades de médico renomado e amigo da pobreza, bem como sua popularidade incontestável, fizeram dele um verdadeiro homem público, merecedor do proselitismo que despertava. Foi um prefeito dinâmico, popular e honesto sendo a sua maior obra a construção do Terminal Rodoviário, velho anseio da população.

A sua morte trágica deixou enorme lacuna no seio da população itabaianense, além de representar uma perda incomparável na classe médica da Paraíba.
              Dr.Aglair, no dia de sua posse como Prefeito Municipal, recebendo o diploma das mãos
 do seu antecessor  José Bandeira Júnior.


  Artur Anderson

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Festas de São Pedro do Itabaiana Club que passou

Diferente de todas as outras cidades do Nordeste, o Itabaiana Club, na véspera de São Pedro, não realizava uma festa popular no estilo junino, com quadrilha, sinhazinhas, trio de forró e palhas de coqueiro decorando a entrada.

O dia 28 de junho foi escolhido para ser comemorado o aniversário do tradicional clube itabaianense. A festa, então, se cobria de todas as pompas. Toalhas muito alvas forravam as mesas, perfiladas com esmero. Os cavalheiros se enfatiotavam com seus melhores uniformes. As damas, com elegantes vestidos, apresentavam as belas criações de Dona Sans-Gêne Gonçalves e os trabalhos primorosos de Dona Santa de Seu Gentil, Sebastiana de Salgado de São Félix e tantas outras competentes profissionais da costura.

A animação do baile ficava por conta dos melhores conjuntos paraibanos, entre eles, o grupo musical do talentoso pianista Aldemir Sorrentino, de João Pessoa, e a excelente banda de Ogírio Cavalcante, de Campina Grande.

Do antigo prédio do melhor clube de Itabaiana, palco de inesquecíveis festas e grandes carnavais durante gerações, só restou, além das boas lembranças, a sua velha calçada de mosaicos brancos e vermelhos, onde se lê: “Itabaiana Club”.







quinta-feira, 21 de junho de 2012

"Sivuca. O Deus Loiro da Sanfona"




Compondo a biblioteca da Memória Viva, o cordel "Sivuca. O Deus Loiro da Sanfona", de autoria de Manoel Monteiro, poeta pernambucano de Bezerros, tido como "o mais importante cordelista brasileiro em atividade".

O poeta começa pedindo inspiração à deusa dos poetas para contar a vida do Mestre Sivuca:

"01 - Deusa dos Poetas vinde
        Auxiliar minha cuca
        Já um pouco enferrujada
        Capenga e meio caduca,
        Para rejuvenescida,
        Retratar "flashes" da vida
        Do grande músico Sivuca."

Sobre nossa Itabaiana, terra do grande músico, o poeta diz no verso 03:

"03 - Na pacata Itabaiana
       Que dorme placidamente
       Às margens do Paraíba,
       Rio de várzea imponente,
       Em 30, século passado,
       Sivuca nasceu dotado
       Para encantar sua gente."

Continua discorrendo sobre a vida do maior músico itabaianense e conta como aconteceu sua primeira apresentação fora de sua terra:

“19 – Num Programa de Calouros
        Que a Guararapes fazia
        Ele estreou com sucesso
        Ao tocar naquele dia
        Tico-Tico no Fubá
        Dando u’a amostrinha da
        Arte que o consagraria

 20 – O grande Nelson Ferreira
        Maestro pernambucano
        No mesmo instante notou
        O seu gênio soberano
        E dispôs-se apadrinhá-lo
        Começando por chamá-lo
        Sivuca, o paraibano.”

E, no seu antepenúltimo verso, lamenta a viagem do menino prodígio de Campo Grande:

“60 – Aos 14 de Dezembro
         De 2006 morreu
         De um câncer pernicioso
         O tocador que nos deu
         Por 7 décadas seguidas
         Alegrias repetidas
         Nas obras que concebeu.”

Associação  Cultural Memória Viva

           

quinta-feira, 14 de junho de 2012

Fotografia e Memória IX

Diretoria do Itabaiana Club em 1965: Orlando Souto, Yvon Benício Rabelo, José Bandeira Júnior, Arlindo Paulino da Silva, Pedro Sérvulo da Fonseca, José Porfírio de Albuquerque Filho, José de Alencar Araújo e Jarbas Mendes do Nascimento

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Coroação de Nossa Senhora. Cultura e Fé.

                                                  Anjinhos aguardam o momento da Coroação


                                                                       Altar-mor


                                                                      A Coroação


                                                                                Fiéis





Em 31 de maio, nossa centenária Matriz de Nossa Senhora da Conceição  esteve em festa. Parte da tradição da Igreja Católica e da Paróquia de Itabaiana, Paraíba, a Coroação de Nossa Senhora foi realizada com grande brilho.

A Igreja repleta de jovens, idosos e crianças, mostrou a fé que ainda alimenta os corações das pessoas, algumas visivelmente emocionadas com a jubilosa cerimônia.

Crianças vestidas de anjos nas cores azul e rosa, jogavam pétalas de flores sobre Nossa Senhora, enquanto, com suas delicadas vozes, cantavam o  Hino da Coroação, que remonta ao século XIX:

“Recebe também, Maria,
Esse punhado de flores
Que te ofertamos, Mãe Pia,
Rendendo nossos louvores”

Lembranças vieram das antigas e tradicionais noites marianas e seus noitários: Colégio N. Sra. da Conceição e Colégio Estadual com suas Bandas Marciais. Congregações das Filhas de Maria, Zeladoras, Franciscanos e Vicentinos. Noites dos comerciantes, dos bancários e dos operários. Do Curtume Santo Antonio e da Saboaria Itabaianense.Da Prefeitura Municipal e da Câmara dos Vereadores. Cada um se esmerava para ter a mais linda noite, a mais significativa homenagem a Maria, enquanto enchia a Matriz de flores e de todas as luzes.


A Coroação de Nossa Senhora, na última noite do mês dedicado a Maria, representou um momento cultural, entre poucos, da tradição histórica de Itabaiana, que ainda é vivido e comemorado.
        



sábado, 26 de maio de 2012

Sivuca por Orlando Otávio


  “Os seus dedos passeavam
Em teclados em preto e branco,
Com timbre agudo e sinfônico, 
Como o gorjear de um Curió,
As águas do rio sorriam
E as mangueiras dançavam,
Em um só “clave de sol”!
Nasciam os primeiros acordes
Do menino dos Tió”...

Orlando Otávio (Primo)