terça-feira, 27 de março de 2018
Falecimento
Noticiamos, com profundo pesar, o falecimento de Dona Didi, avó de Flaviano Batista Ferreira, historiador itabaianense e colaborador da Associação Cultural Memória Viva.
Os nossos sinceros pêsames à família.
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Quem foi Sabiniano Maia
Quem foi Sabiniano Maia? ...
Por Antonio Costa*
Sabiniano Alves do Rêgo Maia nasceu no dia 7 de junho de 1903,
na fazenda “Olho d’Água”, município de Itatuba, Pernambuco; filho de Maria José
de Araújo Pedrosa e José Alves de Araújo do Rêgo. Em 1922, casou-se com Dª.
Maria das Mercês Meireles Maia, nascendo dessa união cinco filhos: Letícia
Maria, Maria Nícia, Maria Lúcia, Maria Gláucia e Maria Alécia. Faleceu em João
Pessoa em 12 de abril de 1994.
Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade
do Recife, em 1928. Iniciou sua carreira jurídica como Promotor ad hoc em
Itabaiana, em 1924, depois, sucessivamente, ocupou os cargos de Delegado de
Polícia de Itabaiana, Promotor Público de Urussanga (Santa Catarina),
Procurador do Tribunal Regional do Trabalho, Juiz do Tribunal Regional
Eleitoral e Assessor do DER. Na política, exerceu os mandatos de Prefeito de
Mamanguape, Guarabira e Campina Grande; foi interventor de Sapé, 1981.
Foi Secretário do Interior e Justiça; Secretário de Educação
e da Saúde; presidiu o Diretório Regional da Aliança Renovadora Nacional
(ARENA). Apesar de ter exercido os principais cargos no Estado, foi como
escritor e historiador que Sabiniano Maia firmou o seu nome na Paraíba, através
dos livros de crônicas, comentários, relatórios, enfim, uma diversificada
bibliografia elogiada pela elite intelectual formada por nomes do conceito de
Joaquim Inojosa, Epitácio Soares, Mons. Pedro Anísio, Carlos Romero, Luís
Fernandes da Silva, Flávio Sátiro, entre outros de igual valor.
Era sócio da Associação Paraibana de Imprensa, membro da Academia
de Poesia, sócio fundador do Instituto Paraibano de Genealogia e Heráldica.
Títulos recebidos: Cidadão Guarabirense, Cidadão Benemérito
de Itatuba, Cidadão Itabaianense, Cidadão Campinense.
Livros publicados: Itabaiana, sua história, suas memórias:
1500-1975, 1977; Caminhos da Paraíba, 1978; Do alto da serra (Discurso), 1979;
No Vale do Mamanguape, 1981; Flavio Ribeiro Coutinho: História de uma vida e de
uma época (1882/1963; Francisco Edward Aguiar (Biografia), 1982; Superstições:
1932-1935-1936, 1983; Em Santa Catarina: 1931, 1984;Tribunal Regional da
Justiça Eleitoral do Estado da Paraíba: Pareceres 1934-1935-1936-1937, 1984;
Crônicas e Comentários: 1917-1977, 1988; Sapé – sua história, suas memórias
(1883-1985).
Sabiniano Maia ingressou no Instituto Histórico e Geográfico
Paraibano no dia 18 de março de 1972.
Referência Bebliográfica:
Maia, Sabiniano. Sapé – sua história, suas memórias
(1883-1985), João Pessoa, 1985.
(*) Poeta e artista plástico.
(*) Poeta e artista plástico.
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018
Em 12.02.1965 morria o poeta itabaianense Zé da Luz
ZÉ DA LUZ
Por Amaury Vasconcelos (*)
Itabaiana viu nascer Severino Andrade da Silva, que escolheu
o nome artístico DE Zé da Luz, indo sua existência de 29/03/1904 a 12/02/1965.
Menino arrimo, responsável pela família, não quis ser fogueteiro, como seu pai
morto tão cedo, e aprendeu o ofício de alfaiate, onde a mim próprio talhou-me o
primeiro terno de caça comprida, entre nove e dez anos em Guarabira, em 1935,
onde o conheci, em fraternal estima e mútua admiração intelectual, entre ele e
meu pai Benvindo.
Menino ávido, assisti-o recitando os seus versos, em
declamação perfeita, mímica, harmoniosa e precisa, caracterizado em calça e
camisa de mescla ou em “brim da Polista”, como falam seus versos. Chapéu de
couro indicava o matuto.
Seu recital era no Colégio Pedro Américo. E eu estático,
admirado, envolvido no enleio dos seus versos que descreviam o panorama
nordestino, em lirismo impecável. Ouvi meu pai apresentá-lo aos seus alunos e
outros admiradores, exclamando: “Tu és, Oh! Zé Da Luz, um Bilac de chapéu de
couro”. Sua passagem em Campina aproximou-o dos intelectuais, poetas,
escritores, cantadores de feira, tais como, Antonio Telha, Lopes de Andrade,
Cristino Pimentel, José Pedrosa, apresentando-se em recitais, inclusive
radiofônicos.
Pelo seu sucesso em Campina, apoiou-o Argemiro de Figueiredo,
fazendo-o publicar pelo A União a primeira edição de “Brasi Cabôco”.
Repetindo-se até a 6ª. Edição, entre elas pelo O Cruzeiro e a Acauã, esta com a
4ª. Edição de “O Sertão em Carne e Osso”. Daí, já lhe consagraram Manuel
Bandeira, Zé Lins do Rego, Mário Poppe em crônica na mais popular revista do
Brasil “Fon-Fon”, onde diz: “Depois de Catulo da Paixão Cearense não conhecemos
outro versejador sertanejo mais interessante”; Eudes Barros, afirmando: “Não há
nada de artificial, de falso, de literato nos versos de Zé da Luz. É um livro
de carne e osso. Um livro que vive. Um livro humano”.
Elogiaram-no ainda neste início, Padre Manoel Otaviano,
Euclydes Cezar, areiense brilhando em Fortaleza, e dizendo: “Revelasse-nos um
admirável psicólogo ao aprofundar os segredos insondáveis da alma humana, sem
nunca ter lido Pascal”.
Que pena, falta-nos espaço, mas é impossível ocultar o que
dele disse Ronaldo Cunha Lima no seu discurso de Posse na Academia de Letras de
Campina Grande, hoje, Casa Amaury Vasconcelos, tendo-o como patrono:
“Zé da Luz é um patrimônio da cultura popular e elemento
integrante do nosso folclore, da nossa tradição, da nossa literatura. Através
de seus poemas, ele eternizou a essência de um povo, sua alma, seu sangue, seus
sentimentos. Soube cantar e decantar a terra e sua gente, a alegria e a dor com
aquela significação de grandiosidade telúrica que José Lins do Rego exaltou e
que Manuel Bandeira enalteceu pela autenticidade radiosa do poeta paraibano. Zé
da Luz, como poeta popular semeou e espargiu seu enorme talento sobre as forças
da verdade subjacentes que compõem o aspecto fisionômico da história social de
nossa região”.
Para finalizar, contudo, o que dele disse em prefácio, o
sempre e imortal seu quase conterrâneo Zé Lins do Rego, aquele que imortalizou
as margens do Paraíba, enlanguecido no caminho lento para o mar, ao som da
brisa farfalhante de seus canaviais, descrevendo tipos, cópias vivas e imortais
de estátuas humanas, cujos destinos se vinculavam à terra, soterrados na
desigualdade da burguesia açucareira, ou
em seus dramas íntimos, tão bem romanceados e bem copiados do real, brincando
ele o beletrista com a ficção.
Infeliz da terra que tem o filho imortal e não valoriza a
sua vida e obra, no caso, na perfeição rítmica do verso, alma viva de um Brasil
Caboclo, verdadeiramente em Sertão Bravo, tão em Carne e Osso.
(*)Escritor, historiador e poeta paraibano.
sábado, 11 de novembro de 2017
terça-feira, 7 de novembro de 2017
55 anos da morte de José Silveira
José Silveira
Todas alcançaram certo prestígio político, mas
nenhuma alcançou tamanha notoriedade quanto o Sr. José Benedito
da Silveira, ou José Silveira, como era conhecido, cujo resumo da sua trajetória
descrevemos a seguir:
Filho de Mogeiro, foi prefeito de Itabaiana e em
muito contribuiu para o desenvolvimento daquela cidade, bem como, dos seus
distritos: Distrito de Paz do Mogeiro e de Salgado de São Félix, por ter
investido tanto em obras quanto no combate à pobreza.
Além de ser um bom administrador, demonstrado frente aos negócios de seu pai, era uma figura de excelente qualidade moral e capacidade de trabalho. Sensível às causas humanitárias, era considerado o pai da pobreza.
Além de ser um bom administrador, demonstrado frente aos negócios de seu pai, era uma figura de excelente qualidade moral e capacidade de trabalho. Sensível às causas humanitárias, era considerado o pai da pobreza.
No pleito de 1962 elegeu-se prefeito do município
de Mogeiro. A insistência em antecipar sua posse, antes de expirar o prazo
fixado pela Justiça Eleitoral para o prefeito em exercício, Sr. Diomedes
Martins da Silva, deixar o cargo, constituía-se numa atitude arbitrária, mas
ainda assim ele insistiu. Colocou uma mesa numa sala anexa a uma casa
residencial, convocou seus vereadores, improvisou uma seção e empossou-se no
cargo. Daí em diante, houve ameaças e descomposturas culminando na maior
tragédia registrada no município: o seu assassinato em 07 de novembro de 1962.
Do ponto de vista político, pelas qualidades morais
que tinha e pelo sentimento de solidariedade humana que demonstrava, até hoje
ele é lembrado e reverenciado pela população como mártir na região, considerado
a maior personalidade do município.
Fonte: Livro: Prefeitura Municipalde Mogeiro: Ações de cultura e Turismo como Estratégia de Relações Publicas( José Antonio Alves/ João Batista Micena Barbosa/ Prof. Dr. Severino Alves de L. Filho).
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