Itabaiana Club, um certo baile de carnaval dos anos 50 – As orquestras que tocavam nos bailes de carnaval no Itabaiana Club faziam um intervalo para o lanche lá pelas 2 horas da manhã. E, num desses intervalos nos anos 50, o Sr. Orlando Araújo disse a Zequinha Bandeira e outros amigos: “ Duvidam que eu cante como um galo no meio do salão? “ E os amigos responderam: “Duvidamos!!” . E ele não se fez de rogado. Foi ao meio do salão, bateu as asas e cantou: “Cucurucucuuuuuuuuuuuu!!! “. O fato vai aí registrado.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Memórias do carnaval itabaianense ( I )
Memórias do carnaval itabaianense ( I )
1912
“Em 1912 Itabaiana não se contentou com um só carnaval, fez dois. Logo em fevereiro, nos três dias ditos momescos, exibiram-se os clubes “Encrenca” e “Paz e Amor”, e os blocos do Maracatu e do Caboclinho. Foi classificada em 1º lugar a orquestra dirigida pelo mestre Pedro Carneiro no “Paz e Amor”. Em abril, no domingo de Páscoa, este carnaval foi totalmente repetido, acrescido ainda mais do bloco “Cambindas Brilhantes”.
1916
“ Outro ano de muita folia foi o de 1916, em que mediram forças os clubes “Agricultores” e “Vampiros da Época”. Tremeu a cidade, abalando até Timbaúba e outros burgos vizinhos, de lá e de cá, presentes aos festejos dos três dias gordos.
Eram principais incentivadores dos primeiros: Antonio Justino, Antonio Menezes, Delmiro Borba, Dr. Odilon Maroja, Firmino Rodrigues de Souza e José Bezerra de Menezes. Animavam os segundos: Dr. Flávio Ribeiro, Manoel Joaquim de Araújo, Francisco Rezende, João Lins, Lucindo Moura, José Vicente, Dr. João Florêncio, Lauro Melo e Ribeirinho, irmão de Dr.Odilon, e animando a todos, Zuza Ferreira, o poeta querido de todos.
O Padre Fileto cedeu os corredores abandonados da velha igreja de Santo Antonio, na Praça Álvaro Machado, para neles, às ocultas do adversário, se armassem os carros alegóricos dos “Agricultores”, enquanto que os “Vampiros” faziam o mesmo no quintal de D. Quinu Bezerra.”
Ninguém podia sair à rua sem ostentar os broches contendo uma enxada cruzada com um martelo, ou um morcego, distintivos dos dois clubes.”
Do livro Itabaiana – Sua História – Suas Memórias – 1500-1975 de Sabiniano Maia.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Sobre o Colégio São José. Orlando Araújo
Colégio São José de Itabaiana (PB)
È triste ver mais um extermínio histórico. .Fico indignado, mas não surpreendido, porque faz décadas que o “ Patrimônio histórico de Itabaiana” vem sendo irresponsavelmente depredado.
Quem tem culpa de atos assim? Os gestores ( Prefeito e vereadores) ? O povo? Particularmente não saberia opinar.
Ø Se decido dizer que são os gestores, desrespeito o povo, porque são eles os representantes escolhidos democraticamente para cuidar da educação ( é bom lembrar que não existe educação sem cultura) , da saúde e da boa qualidade de vida daquela população e, o povo tanto os admira que os re-elegem.
Ø Se decido dizer que é o povo estarei sendo injusto, a grande maioria dessa população desconhece a representatividade daquele prédio, o que ali ocorreu, quem foi Marieta Medeiros e o porque das citações do Colégio de São Jose de Itabaiana em obras literárias nacionais. Para a maioria dos itabaianenses jovens culturalmente desinformados aquilo era apenas uma casa velha que tinha mesmo de ser derrubada e ponto final.
Numa retrospectiva pessoal, lembro que o Prefeito Alceu de Almeida (1959 a 1963) derrubou gratuitamente as duas arvores Craibeiras que ornamentavam a entrada da Praça do Coreto. Na gestão do Dr. Aglair da Silva , a Praça do Coreto sofre novo atentado, 50 % dela foi destruída para construção da atual rodoviária, hoje totalmente fora da rota das principais rodovias que passam na cidade. Vale ressaltar a brilhante luta do Sr. Onaldo Fonseca e sua esposa Sra. Celeste Fonseca na tentativa de não permitir a construção naquele local e sim do outro lado do Rio Paraiba, encabeçaram abaixo assinado que correu toda cidade mas a intransigência do então Prefeito prevaleceu, e com certeza sempre prevaleceria nos seguintes.
Das gestões de 1984 até hoje, a situação danou-se de vez, os prédios e monumentos históricos foram destruídos em série , o que me faz satirizar dizendo que a Praça do Coreto hoje é a Praça Pelada do Coreto Velho e Solitário, que a Praça 24 de Maio é a Favela do Bebódromo, a Praça Monsenhor Coelho com seu monumental Posto de Combustível e seus eventos de finais de semana, tornou-se a Praça da Alegria Irreverente.
Os prédios que ainda insistem em permanecer de pé, com certeza estão no corredor da morte, é questão de meses. Vejo assim porque na reapresentação da Comédia Política da cidade os artistas são os mesmos e a platéia continua respondendo o mesmo refrão.
Como falei no inicio, fico indignado, mas não sou pessimista com relação a retomada cultural de Itabaiana principalmente quando vejo a garra e a bravura de itabaianenses como Fabio Mozart , Luciano Marinho, Magaret Bandeira, Clévia Paz, Rosane Almeida e tantos outros, bem como jovens que já se manifestam através dos blogs suas intenções culturais.
É utopia eu sei, mas como seria bom que o povo agora em 2012 elegesse um Gestor que visse o lado sócio/cultural com o respeito que merece, com certeza todos sairiam ganhando.
De agora em diante, guardarei meu desenho do Colégio de São José como uma relíquia.
Orlando Araújo
Email : araújo.opa47@gmail.com
"Antes Que Se Vão". Novo link.
Antes que se vão e nos deixe sem lembranças da arquitetura e do estilo singelos, por vezes rebuscados, dos séculos IX e XX, divulgamos fotos de casas e monumentos de Itabaiana, que teimam em estarem vivas.
Antes que se vão, seja pelo descaso do homem, seja pelo desgaste do tempo, seja pela modernidade que se impõe.
Mesmo que não tenham abrigado importantes personagens, são obras que nos dão prazer à alma em contemplá-las, casas cujas paredes ainda nos contam a história dos que ali viveram e da memória paisagística de nossa cidade.
É a página que começamos hoje, por nome "Antes que se vão".
Confira:
http://itabaianapbmemoria.blogspot.com/p/antes-que-se-vao.html
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Adeus Villa Marietta!
Há dias que estava para escrever sobre isto, mas estava meio sem palavras. Talvez devido à tristeza que me envolveu. Quando fiz a primeira foto acima, e vi que estavam reformando a casa, perguntei a um senhor que se encontrava em suas dependências, se a fachada ia ser preservada, ao que ele respondeu afirmativamente. Fiquei mais tranqüila.
E eis aí o que aconteceu. As marretas vibraram com toda a força do humano destruidor e fizeram desaparecer, em poucas horas, não apenas a fachada de uma construção no estilo de 1915, mas a representação simbólica do que foi a educação em Itabaiana durante 65 anos.
Ambientes em que ainda ecoava a voz da grande mestra Marieta Medeiros caíram ao chão. Salas em que se eternizaram as aulas de Pedro Souto, Luzia Dantas, Nícia Paiva, Almira Melo, Nini Paes e tantos outros professores, se desmancharam em escombros. Jardins e calçadas onde recrearam Abelardo Jurema, Jurandi Barroso, José Silveira, Mário Silveira, Damião Ramos Cavalcanti e inúmeros itabaianenses, se esvaíram em instantes.
Só as lembranças do que representou o memorável Colégio São José para cada um dos itabaianenses, elas não morrerão. Como também não perecerão os sábios ensinamentos que ficaram nas mentes de cada aluno e aluna que por lá passaram. Isso ninguém poderá destruir.
Margaret Santiago Bandeira
Margaret Santiago Bandeira
Nicodemus Bezerra de Moura
Faleceu no dia 31 de dezembro o agropecuarista Nicodemus Bezerra de Moura, aos 87 anos de idade. Pernambucano de Nazaré da Mata, Seu Nicó chegou a Itabaiana acompanhando seus pais, que para a cidade vieram em busca de cura para problema respiratório de uma pessoa da família. Pelo seu clima apropriado, Itabaiana era indicada para esse tratamento pelos médicos da época.
A família retornou a Pernambuco mas Seu Nicó já tinha se enamorado de Dona Terezinha Aguiar. Voltava sempre a Itabaiana no velho trem que vinha de Nazaré e encontrava a apaixonada esperando na Estação.
Pediu a mão da moça a Seu Paizinho, em 1953 se casaram e ele não mais deixou Itabaiana, onde desenvolveu, na Fazenda Caldeirão, as atividades de agropecuarista até cair enfermo.
As condolências da Memória Viva à sua família.
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