quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Faleceu Padre Antonio Kemps.

Pe. Antonio Kemps em visita a Itabaiana há poucos meses. Foto cedida por
Mocinha  Lopes Cavalcanti.
E em seus primeiros anos como Pároco de Itabaiana

Padre Antonio Kemps chegou em Itabaiana para passar alguns dias e acabou tornando-se Pároco da cidade de 1973 a 2001. Em seus 27 anos de vida sacerdotal dedicados à paróquia itabaianense, soube fazer amigos e admiradores, sempre demonstrando o amor que sentia pela terra e pelos seus paroquianos. 

Declarou, certa vez que, enquanto celebrava a Santa Missa, amava  que as crianças se sentassem em volta do altar, demonstrando, assim,o calor humano do povo brasileiro. E comparava com o seu país natal, formado  por pessoas mais reservadas e distantes.

Padre Kemps faleceu no último dia 08 de janeiro de 2013 e foi sepultado no Parque das Acácias.



domingo, 6 de janeiro de 2013

Sambada pra dona Biu





Para Severina Leonardo de Barros, morta aos 106 anos no dia 2 de janeiro de 2012. Até 2011, era passista na ala das baianas da Escola de Samba Imperadores de Itabaiana.

Sambada pra dona Biu

Poema de carnaval escrito com paixão,
a vida da sambista passou em verde e rosa.
Transfigurou-se em paetês, confete e serpentina.
Ao som forte e lutador dos atabaques e agogôs,
lá se foi dona Biu repousar seu porte altivo
e a singela arte de viver intensamente.
Faceira, ousada e boêmia,
toda enfeitada de fitas,
dona Biu foi cantadeira,
Mestra de samba e função,
um século de régua inteira
despertando a atenção,
rezando o credo da alegria
em tantas procissões momescas
de sua Escola de Samba.
Quando a escola sair,
em saudade incontrolável
os menestréis e passistas
em suas sacras memórias,
sem lamentos ou tristezas,
lembrarão da velha Biu
de um passado bem vivido.
No agudo, médio e grave
da corneta vil da vida,
dona Biu tocou geral
no grau mais silencioso
e no mais alto escarcéu.
Biu, Rainha das baianas,
aceite meu triste adeus,
boas entradas no céu.

F. Mozart

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Morreu a carnavalesca Dona Biu.

Dona Biu no Carnaval de 2011.



Faleceu, no dia 02 de janeiro, aos 106 anos, dona Severina Leonardo de Barros. Dona Biu, talvez a maior carnavalesca que Itabaiana já viu, brincou na Escola de Biu do Vasco até o ano de 2011, quando tinha 104 anos. Sobre ela, escrevemos em nossa postagem de 08.02.2012:

http://www.itabaianapbmemoria.blogspot.com.br/2012/02/dona-biu-uma-folia-de-105-anos.html



Rio de Saudades



Rio de Saudades
Orlando Otávio

Em tuas entranhas ramagens:
Via-se um belo dependurar,
Acortinando-se no rio perene,
Hoje vive a penar!...
Que graças a um artifício,
Ainda corre neste lugar.
-Inunda meu peito de saudade!
-Inunda meu peito de dor!
Lembrando da ávida areia,
Que remanescia das cheias,
De canto a canto... Findou!
Vastos campos de peladas,
Pedras como arquibancadas,
Até a da Margarida
De triste se aterrou!
Daquela água bem fria,
Que bebíamos sem vasilha,
Parecendo uma novilha,
Emudecendo o calor!
Do verde dos pés de juncos,
Onde nus brincávamos juntos,
Fazendo briga de rinha,
Com duas coitadas pacas,
Lutando numa bacia!
Das batatas da areia,
Comíamos de boca cheia,
Na presença do luar,
Eram arrancadas de meia,
Pra cheia não carregar!
Das piabas à correnteza,
Era fartura na mesa,
Na mochila e "samburá".
E dos banheiros de palha
De banho só pra mulher!
Das cacimbas d’água doce,
Das cajaranas dos Duré!
Do seu leito que escorria,
Entre o verde se espremia
Com seus remansos à tona!
Dói, ou não dói, no peito!
O rio daqueles tempos,
Que passava em Itabaiana?


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Geraldo Carvalho da Fonseca

Geraldo Fonseca e amigos: Zuquinha Tavares, Aderlindo Luiz, Zé Mário Pacheco,
Luiz Ramos e outros.
Geraldo Fonseca, Dona Ninita e o filho Fernando Luiz. 1963.





Faleceu o Sr. Geraldo Carvalho da Fonseca, comerciante itabaianense que, por muitos anos, dirigiu a firma Idalício Fonseca & Filho. Era casado com dona Ninita Paes da Fonseca. Para a família, os sinceros pêsames da Associação Cultural Memóra Viva.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Orlando Otávio e o trem de Itabaiana

Poeta Orlando Otávio
                                                           


Vi fazendo retreta no coreto
Vi o Frei Damião fazer sermão
Vi o trem passageiro fumaçando
Todo dia era festa na estação
No Domingo era uma coisa linda
Água doce na quartinha era vendida
Itabaiana  jamais és esquecida
És a pedra que dança em minha vida.

Orlando Otávio